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SETEMBRO DE 2010



Greve dos bancários atinge os 26 Estados e o Distrito Federal
A categoria rejeitou a proposta de 4,29% de reajuste - que repõe a inflação acumulada em 12 meses até agosto - oferecida pela Federação Nacional dos Bancos

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SÃO PAULO - A greve nacional dos bancários iniciada nesta quarta-feira, 29, é realizada nos 26 Estados e no Distrito Federal, segundo informou a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Durante assembleias realizadas ontem à noite em todo o país, a categoria rejeitou a proposta de 4,29% de reajuste - que repõe a inflação acumulada em 12 meses até agosto - oferecida pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e decidiu que a greve será por tempo indeterminado.

Os bancários reivindicam reajuste de 11%, valorização dos pisos salariais, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), medidas de prevenção da saúde com foco no combate ao assédio moral e às metas abusivas, proteção ao emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades, segurança contra assaltos e sequestros e fim da precarização via correspondentes bancários, entre outros pontos.


Este é o sétimo ano consecutivo que os bancários fazem greve por aumento de salários. Em 2009, eles ficaram de braços cruzados durante 15 dias. São 460 mil bancários no Brasil, dos quais 130 mil na base de São Paulo, Osasco e Região.

Priscila Trindade, de O Estado de S. Paulo 
Novo caso de lobby tira Erenice da Casa Civil; secretário-executivo assume interinamente

Depois da publicação pela Folha de um novo caso de lobby na Casa Civil, a ministra Erenice Guerra deixou o cargo nesta quinta-feira. O atual secretário-executivo da Casa Civil, Carlos Eduardo Esteves Lima, assume interinamente, mas a coordenadora-geral do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), Miriam Belchior, deve ficar com a vaga.

Erenice acertou sua demissão do governo em reunião com o presidente Lula. A Presidência soltará um comunicado sobre a decisão. Mais cedo, ela havia recebido, fora do Palácio do Planalto, o ministro Franklin Martins (Comunicação), emissário de um recado do presidente --de que a situação da ministra havia ficado insustentável e que ela deveria pedir demissão.

Uma empresa de Campinas confirma, segundo reportagem da Folha, que um lobby opera dentro da Casa Civil e acusa o filho de Erenice Guerra, Israel, de cobrar dinheiro para obter liberação de empréstimo no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Erenice também teria atuado, segundo reportagem publicada na revista "Veja", para viabilizar negócios nos Correios intermediados por uma empresa de consultoria de propriedade de seu outro filho, Israel.

Entenda as denúncias envolvendo Erenice Guerra
Empresa acusa filho de Erenice de cobrar comissão para liberar crédito no BNDES
'Fiquei horrorizado de ter de pagar' comissão a filho de Erenice, diz empresário
Governo confirma audiência com empresa, mas nega presença de Erenice
Painel: Erenice perde o que lhe restava de apoio na campanha de Dilma
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Belchior é vista como uma "solução caseira", de alguém que já trabalha dentro da Casa Civil e tem perfil discreto, além de contar com a confiança do presidente Lula. Antes da saída de Dilma Rousseff do comando da pasta, Lula chegou a analisar a sua indicação, mas cedeu aos pedidos da hoje candidata do PT à Presidência por Erenice.

Fonte: Uol
Data da publicação: 16/09/2010
Sigilo fiscal de genro de Serra também foi violado em Mauá
Dados de Alexandre Bourgeois, marido de Veronica Serra, foram vasculhados oito dias após os de sua mulher



BRASÍLIA - O sigilo fiscal do empresário Alexandre Bourgeois, genro do candidato à Presidência José Serra (PSDB), também foi violado na Receita Federal. Os dados dele foram vasculhados no dia 16 de outubro do ano passado, oito dias depois da violação dos sigilos de sua mulher, Verônica Serra, do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de mais três tucanos.

As informações do genro de Serra foram acessadas três vezes a partir do computador da servidora Adeildda Ferreira dos Santos. O sigilo fiscal de Alexandre foi violado na agência da Receita em Mauá, mesmo palco dos outros acessos ilegais. Verônica Serra ainda teve sua declaração de renda violada no dia 30 de setembro por meio de uma procuração falsa.


O sigilo telefônico da servidora Adeildda será entregue ao Ministério Público Federal. Segundo informações obtidas pelo Estado, a Justiça Federal já autorizou a quebra dos dados telefônicos da funcionária do Sepro, acusada de envolvimento na violação dos dados fiscais. A decisão da Justiça obriga três operadoras de telefonia celular a entregar o histórico de ligações telefônicas da servidora entre agosto e dezembro do ano passado.

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal esperam que esses dados contribuam para investigar o envolvimento da funcionária no episódio. Partiu do computador dela, na agência da Receita em Mauá, a violação dos dados fiscais, no dia 8 de outubro, de Eduardo Jorge e de Luiz Carlos Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio de Oliveira e Gregório Preciado, todos vinculados ao alto escalão do PSDB. Na manhã daquele mesmo dia, os dados de Verônica Serra, filha de José Serra, foram acessados do mesmo computador, conforme revelou o Estado na segunda-feira, 6.

Adeildda nega ligação com o caso e diz que seu computador foi usado por outras pessoas.A PF já analisa o computador da funcionária. Os dados de Eduardo Jorge foram parar num dossiê que passou pelas mãos de membros da campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência. O episódio derrubou o jornalista Luiz Lanzetta, que deixou em junho a campanha da petista por ligação com o caso.

Fonte: Estadão
Data da Publicação: 08/09/2010

Mantega nega que vá exonerar Cartaxo da Receita Federal
Causou mal estar no Planalto a informação de que o comando da Receita montou uma operação para abafar escândalo da quebra de sigilo
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou hoje que pretenda exonerar o secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, em meio à revelação da quebra de sigilo de dados da declaração de Imposto de Renda de Verônica Serra, filha do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra. "Não estou cogitando fazer isso", disse Mantega a jornalistas, ao deixar a sede do ministério.  
O secretário da Receita havia dito ao jornal O Estado de S. Paulo que a sua demissão do cargo depende de uma decisão do ministro da Fazenda. "O cargo pertence ao ministro Mantega, essa pergunta deve ser feita a ele", afirmou Cartaxo. "Nós estamos navegando na crise. Não é uma crise administrativa, é política", disse. Quando a reportagem perguntou se ele tomaria a iniciativa de entregar o cargo, Cartaxo pediu para desligar o telefone.

Causou profundo mal estar no Planalto a informação de que o comando da Receita Federal montou uma operação para abafar o escândalo da quebra de sigilo de membros do PSDB e de Verônica Serra. A operação, noticiada na edição de hoje do jornal teria o objetivo de evitar impacto político na campanha da candidata do PT, Dilma Rousseff.

A reportagem mostrou que a Receita suspeitou de fraude na violação do sigilo fiscal da filha de Serra, mas mesmo assim montou uma operação para abafar o escândalo e evitar impacto político na campanha de Dilma. Em meio ao discurso oficial, iniciado na noite de terça-feira, de que não havia irregularidade, o governo já sabia que a procuração usada para violar os dados de Verônica Serra poderia ser falsa. Os novos documentos da investigação, a que o Estado teve acesso ontem, também provam que a Receita sabia desde o dia 20 de agosto que o sigilo fiscal de Verônica havia sido violado em setembro do ano passado.

 

 
www.asplaf.org.br