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_________________Notícias_________________
SETEMBRO DE 2009
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Ed Ferreria/AE
Senado aprova indicação de Toffoli para o STF
Após
aprovação na CCJ, ministro
indicado por Lula obteve 58 votos a favor, nove contra e três
abstenções
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BRASÍLIA - O plenário do
Senado aprovou,
nesta quarta-feira, 30, a indicação do
advogado-geral da
União, José Antônio Dias Toffoli, para
o cargo de
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Foram 58 votos a favor da indicação e
nove contra.
Três senadores se abstiveram. O resultado da
votação será agora encaminhado
oficialmente ao
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que indicou Toffoli
para o
STF.
Ao longo da semana, havia expectativa de um número maior de
votos contrários à
indicação, já que
a oposição vinha afirmando que Toffoli
é jovem
demais - ele tem 41 anos - e o criticando pelo fato de não
ter
mestrado nem doutorado. O cargo de ministro do Supremo exige, entre
outros requisitos, notório saber jurídico e
reputação ilibada.
Mas, já na sabatina do advogado, na tarde desta quarta,
apenas
os senadores Álvaro Dias (PSDB-PR) e Pedro Simon (PMDB-RS)
mantiveram as críticas.
Na semana passada, quando o plenário do Senado apreciou a
indicação presidencial do ex-ministro de
Relações Institucionais José
Múcio Monteiro
para uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União
(TCU),
11 senadores votaram contra.
Antes de ir para o plenário, o nome de Toffoli havia sido
aprovado na Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania (CCJ) por 20 votos a favor e
três
contra.
CCJ
Durante a sabatina na CCJ, Toffoli prometeu um comportamento isento,
livre de inclinações partidárias, se
vier a compor
o Supremo Tribunal Federal. O magistrado foi advogado do presidente
Lula nas campanhas eleitorais de 1998, 2002 e 2006, além de
ter
trabalhado com o ex-ministro e deputado cassado José Dirceu,
durante sua passagem na Casa Civil.
Indicado pelo presidente Lula para a vaga aberta com a morte do
ministro Carlos Alberto Direito, Toffoli disse que sua
atuação na Advocacia da União foi
"imparcial, de
estado e não de governo". Ele citou o episódio de
ação propondo a revisão da Lei de
Anistia para
punir torturadores.
"Fomos contrários [à revisão] da lei,
que foi um
pacto político e social para que o país superasse
aquele
momento histórico", disse, em referência
à Ditadura
Militar.
Toffoli iniciou seu discurso na CCJ por volta das 11h20, e falou por 45
minutos - 15 a mais do que o estipulado. "Não vou agir
atrelado
ao meu passado. É uma página nova que se abre e
minha
ligação com a defesa de causas do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva é uma fase encerrada da
minha vida",
afirmou, após questionamento do senador Álvaro
Dias
(PSDB-PR)
Durante seu discurso, Toffoli fez questão de ressaltar a
presença de dois ex-presidentes do STF, Sepúlveda
Pertence e Jarbas Passarinho. "O Judiciário não
pode
tomar atitudes intervencionistas no Legislativo. É com muita
responsabilidade que a Suprema Corte deve ser chamada, porque ela
precisa agir em harmonia com os demais poderes", disse. Ele
também ressaltou a importância das
agências
reguladoras e do Congresso.
Sabatina
O advogado encerrou seu discurso depois de receber um alerta do
presidente da CCJ, Demóstenes Torres (DEM-GO), que abriu a
sessão para perguntas dos senadores. O líder do
DEM na
Casa, José Agripino, pediu que Toffoli explicasse sua
opiniões sobre sete casos específicos: a
extradição de Cesare Battisti, a
redução da
maioridade penal, Lei de Anistia, cotas raciais nas universidades, o
projeto de iniciativa popular contra candidatos ficha-suja, a
atuação do Brasil em Honduras, e a tese de
reeleição para o terceiro mandato.
"Eu não atuarei no STF como advogado. Atuarei como juiz
togado,
respondeu Toffoli. Caso eu chegue ao Supremo, será com muita
humildade, senador Agripino", respondeu. Sobre a Lei da Anistia,
Toffoli esclareceu que "na AGU procurei ter uma atitude de advogado do
Estado".
Toffoli sinalizou, no entanto, que poderá votar no
julgamento do
ex-ativista italiano Cesare Battisti. A pedido do governo da
Itália, o Supremo decidirá se extradita ou
não
Battisti, acusado de quatro assassinatos. No início do ano,
o
Planalto concedeu status de refugiado político a Battisti.
“Não fui consultado sobre a decisão de
se conceder
o refúgio a Cesare Battisti. Analisarei todas as
condições processuais que dizem respeito a
impedimento ou
suspeição no julgamento”, afirmou
Toffoli, ao
lembrar que, como Advogado Geral da União (AGU),
não
atuou no caso e, portanto, não tem impedimento legal de
participar.
Polêmico, o julgamento de Battisti está em
andamento no
Supremo, com votação de quatro a três a
favor da
extradição do italiano. A expectativa
é que o voto
de Toffoli seja favorável ao refúgio dado pelo
governo.
"Acho que devemos discutir a situação penal como
um
todo", declarou, sobre a redução da maioridade
penal.
Toffoli alegou não ter uma posição
absoluta sobre
o assunto. "Esse é um tema a ser discutido no Congresso. De
lá, ele certamente irá para o STF. Hoje
já existe
pena para o menor infrator. Essa é uma discussão
que o
Congresso tem toda a capacidade de fazer."
O advogado não emitiu opinião sobre o projeto de
iniciativa popular que proíbe a candidatura de
políticos
condenados em primeira instância, apresentado à
Câmara na última terça-feira. Mas deu
um parecer
legal sobre o tema. De acordo com ele, se houver mudanças na
lei, a interpretação sobre os "ficha-suja" pode
passar
por alterações. "A lei 6490 é muito
clara:
é necessário o trânsito em julgado para
o candidato
ser inelegível, portanto, ele não pode ser
retirado da
disputa eleitoral e política".
Em relação às cotas raciais nas
universidades,
declarou-se impedido, pois teve atuação direta em
sua
aprovação. "É uma política
que tem
fundamento, pois existe na Constituição. Ele
também disse que o tema deve ser discutido pelo Legislativo.
Reeleição
Toffoli lembrou que era assessor parlamentar no Congresso durante a
votação da emenda que permitiu a
reeleição
do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP), em
1996. Lembrou estar muito claro que na
Constituição
não está prevista uma terceira
reeleição.
A respeito da participação brasileira em
Honduras, o
advogado declarou: "Até onde tenho conhecimento, o governo
brasileiro não reconheceu quem está no poder em
Honduras.
Sei que Zelaya não pediu asilo ao País. O que
tenho a
falar sobre o assunto é o que tenho acompanhado pelos
jornais".
Logo que o indicado pelo presidente Lula terminou as
explicações, Álvaro Dias (PSDB-PR)
iniciou seus
questionamentos. "Se Vossa Excelência se declarar impedido em
todas as questões que teve a
participação da AGU,
estará de férias por um bom tempo", disse o
senador.
Indagado sobre como sua relação com o PT
não
influenciaria suas decisões, Toffoli ergueu a
Constituição e disse que, caso aprovado, julgaria
para a
República Federativa do Brasil.
Sobre o fato de não ter passado em concursos ou escrito
livros,
o advogado afirmou que preferiu se dedicar à advocacia.
Fonte: Estadão
Data da Publicação: 30/09/2009
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Toffoli na mira da
oposição
Indicado de Lula para vaga no Supremo vira moeda de troca por
liberação de verbas a municípios
prejudicados com
recuo de incentivos fiscais e produção industrial
Toffoli: sabatina do indicado do presidente Lula para o Supremo
está marcada para amanhã no Senado
O governo vai enfrentar uma nova batalha no Congresso Nacional
envolvendo a indicação do nome do advogado-geral
da
União, Antonio Dias Toffoli, para o Supremo Tribunal
Federal.
Desta vez, os partidos de oposição pretendem usar
a
aprovação como moeda de troca para garantir a
liberação de mais recursos para os
municípios
prejudicados pela crise financeira(1), por conta do recuo dos
incentivos fiscais e da produção industrial
O líder do Democratas, senador José Agripino
(RN), disse
ter dado o recado ao presidente da Casa, José Sarney, caso
ele
não pressione pela votação do projeto
de lei (PLN
62/09) de autoria da Presidência da República, que
destina
R$ 1 bilhão aos municípios como
compensação
das perdas resultantes da queda nos repasses mensais do Fundo de
Participação dos Municípios (FPM).
“Vamos
obstruir a pauta do Congresso se a matéria não
for
aprovada imediatamente”, ameaça. O senador vai
fazer
frente ao interesse dos governistas e adiantou que não
haverá negociação.
“Esqueçam
votação do Toffoli ou qualquer outro tema de
interesse do
governo. Enquanto nós da oposição
não
conseguirmos liberar dinheiro para que os municípios
consigam
pagar a folha de pagamento do seu pessoal, nada será
feito.”
Sobre a situação de Toffoli no Congresso, o
senador
afirmou que o ambiente ainda é pouco favorável.
“Ele é prisioneiro dos seus argumentos . Se
apresentar
argumentos satisfatórios na sabatina, não
enfrentará problemas no plenário”,
completa. Para
chegar ao cargo, Toffoli precisa ter sua
indicação aceita
pela Comissão de Constituição e
Justiça do
Senado — a sabatina está marcada para
amanhã.
Depois, ainda terá que passar pela
aprovação de,
no mínimo, 41 senadores em plenário.
A líder do governo na Casa, Ideli Salvatti (PT-SC), reagiu
com
indignação ao saber da
articulação dos
opositores e se disse surpresa com a atitude do senador Agripino.
“Eles têm mania de fazer chantagem com assuntos que
não têm nada a ver. Não entendo essa
sangria
desatada do Agripino, sendo que eu me dispus a resolver esse assunto
esta semana”, rebateu.
Ela foi categórica ao afirmar que o uso do nome do
advogado-geral como barganha é uma atitude
“inconveniente
e desnecessária” e que o assunto não
deveria se
misturar a interesses como o dos municípios. “O
Toffoli
é uma indicação do Lula para o
Supremo, não
podemos misturar as coisas só porque os senadores querem
resolver seus problemas. Cada caso é um caso.”
No papel de negociadora, a petista enfrentará um desafio bem
maior proposto por ela mesma antes de aprovar o que quer a
oposição, que é o de aprovar outros 30
projetos
envolvendo repasse de recursos presentes na pauta da
Comissão
Mista de Planos, Orçamentos Públicos e
Fiscalização. Para isso, ela promete fazer um
esforço conjunto com os presidentes da Câmara,
Michel
Temer, e do Senado, José Sarney, para não
comprometer o
acordo. “Podemos votar tudo até na quinta, se
preciso”, conclui.
Recomposição
Se aprovado, o PLN 62/09 será responsável pela
recomposição dos repasses do FPM às
prefeituras,
reduzidos, sobretudo, em razão da
isenção do
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) concedido pelo governo a
vários produtos. Semana passada, os parlamentares fizeram um
esforço conjunto ao aprovarem a Medida Provisória
nº
462/09, que prevê mais R$ 1 bilhão para
municípios.
O texto aguarda sanção do presidente Luiz
Inácio
Lula da Silva
Fonte: Correio Brasiliense
Data da Publicação: 29/09/2009
Danielle Santos
Tiago Pariz
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Rodolfo Stuckert |
Congresso promulga a PEC que
aumenta o número de vereadores
Em contrapartida, o texto, fruto de acordo entre a Câmara e o
Senado, prevê a redução de gastos das
câmaras
municipais.
O Plenário do Congresso promulgou, nesta quarta-feira, a
Emenda
Constitucional 58, derivada das PECs 336/09 e 379/09, aprovadas na
terça-feira (22) pela Câmara na forma de um
substitutivo.
A nova emenda permite o aumento do número de vereadores do
País dos atuais cerca de 52 mil para cerca de 59 mil.
Além disso, ficam reduzidos os percentuais
máximos de
receita municipal que podem ser gastos com as câmaras.
Um dos pontos polêmicos é a validade retroativa
para o
pleito de 2008 da mudança do número de
vereadores, que
beneficiará os suplentes de uma
eleição encerrada.
A redução dos repasses, entretanto,
passará a
valer a partir de 2010.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) já anunciou que vai
recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar a posse de
vereadores suplentes. Segundo o presidente nacional da OAB, Cezar
Britto, a nova regra é um "precedente gravíssimo".
Importância do Legislativo
O presidente da Câmara, Michel Temer, ressaltou que a
aprovação da emenda resultou de uma longa
discussão na Câmara, com "uma pressão
legítima dos suplentes de vereadores".
Para ele, este é um momento "muito relevante, com a vinda de
representantes de vários estados brasileiros, demonstrando a
importância fundamental do Legislativo para a democracia".
Temer
reafirmou, como já havia dito aos suplentes de vereadores,
que
qualquer eventual problema jurídico será
resolvido no
Poder Judiciário. Ele se referiu à
aplicação do aumento de vagas para as
eleições de 2008.
Segundo o presidente do Congresso Nacional, senador José
Sarney,
a promulgação da emenda mostra que a
conjugação de esforços das duas Casas
traz bons
resultados. "Cumprimento os suplentes, que tiveram seus direitos
assegurados pelo Congresso", afirmou Sarney.
Faixas de população
A emenda cria 24 faixas de números de vereadores, como
inicialmente aprovado pela Câmara no ano passado.
Já a
fórmula de cálculo das despesas é
diferente da
pretendida inicialmente pelos deputados.
Em vez de percentuais relacionados a faixas de receita anual dos
municípios, a emenda mantém a
aplicação de
percentuais com base em faixas de população, como
determina a Constituição atualmente. Ocorre
apenas a
redução desses índices.
Divergência e acordo
O texto da emenda foi aprovado na Câmara, em segundo turno,
ontem
à noite. A tramitação, entretanto,
não foi
tranquila entre as duas Casas do Congresso. A primeira
versão
constava da PEC 333/04, aprovada pela Câmara em 2008. Ela
previa
as 24 faixas de números de vereadores e
redução
nos gastos com as câmaras municipais.
Quando a matéria foi ao Senado, aquela Casa aprovou apenas o
aumento de vereadores, transformado na PEC 336/09. O então
presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, pediu a
promulgação dessa parte da PEC original.
O então presidente da Câmara, deputado Arlindo
Chinaglia
(PT-SP), se recusou a promulgá-la, com o apoio da Mesa
Diretora.
Ele argumentou que os senadores romperam o equilíbrio do
texto
aprovado antes pelos deputados (o aumento de vagas estava condicionado
à diminuição de despesas).
A recusa levou Garibaldi a entrar com um mandado de
segurança no
STF exigindo a promulgação parcial. Em
março deste
ano, houve um acordo que resolveu esse impasse: as novas mesas
diretoras das duas Casas decidiram analisar a parte que trata da
limitação de gastos em outra proposta (PEC
379/09) e o
Senado desistiu do mandado de segurança no STF.
Gastos menores
A emenda constitucional promulgada diminui os percentuais de receita
anual dos municípios que podem ser usados com gastos das
câmaras de vereadores.
Os percentuais seguem o parâmetro previsto atualmente na
Constituição, que usa a
população como
referência. Em vez dos 5%, 6%, 7% e 8% da receita, os
municípios são divididos em seis novos
percentuais.
Em quatro casos (veja tabela abaixo), a redução
é
de um ponto percentual em relação ao que existe
atualmente; mas, para municípios entre 500 mil e 3
milhões de habitantes, a perda é de meio ponto
percentual. Municípios com mais de oito milhões
de
pessoas (atualmente apenas São Paulo) tiveram
redução de 1,5% da receita para gastos com o
legislativo
municipal.
Fonte: Agência
Câmara
Data da ùblicação: 24/09/2009 |
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Maioria da
população rejeita fim do Senado, revela pesquisa
Levantamento mostra que, apesar dos escândalos,
instituição é vista como
necessária para
''aperfeiçoar as leis''
Após passar quase todo o ano como palco de uma
sucessão
de escândalos, o Senado ainda é visto como uma
instituição necessária pela maioria da
população, segundo pesquisa feita pelo Instituto
Análise.
Dos mil entrevistados no levantamento, feito no final de agosto, 52%
manifestaram concordância com a tese de que a
existência do
Senado é importante, juntamente com a da Câmara
dos
Deputados, "porque desta forma é possível
aprimorar as
leis". Para outros 35%, o Brasil precisa somente da Câmara
"para
que as leis sejam bem feitas".
O resultado surpreendeu cientistas políticos e
até
senadores ouvidos pelo Estado, que, dado o desgaste da
instituição, supunham a existência de
uma parcela
maior a favor de sua extinção.
O fim do Senado não é abertamente defendido por
nenhum
partido ou líder político, mas o debate sobre a
hipótese ganhou alento com a crise dos atos secretos. Em
agosto,
por exemplo, a corrente petista Mensagem ao Partido, da qual faz parte
o ministro da Justiça, Tarso Genro, propôs que a
ideia
fosse discutida na legenda.
Para Alberto Carlos Almeida, diretor do Instituto Análise e
autor dos livros A Cabeça do Brasileiro e A
Cabeça do
Eleitor, a pesquisa mostra que, em meio aos escândalos, a
maioria
da população é capaz de separar "a
instituição Senado da pessoa física do
senador".
Ele destaca que essa visão institucional é mais
disseminada entre os mais escolarizados - 64% dos entrevistados com
curso universitário afirmam que a Casa deve ser mantida.
Além de manifestar surpresa com os números,
cientistas
políticos ouvidos pelo Estado também
saíram em
defesa do Senado como instituição. Seu principal
argumento é o de que, em um parlamento unicameral, os
Estados
mais populosos e com mais deputados tenderiam a impor sua agenda
legislativa.
"Não é possível haver só
com uma
Câmara em um país federalista", afirmou Charles
Pessanha,
professor de Ciência Política da Universidade
Federal do
Rio de Janeiro (UFRJ). Para ele, a pesquisa revela "maturidade" do
eleitorado.
"O resultado é um sinal positivo", disse o cientista
político José Álvaro
Moisés, da
Universidade de São Paulo (USP). "Não estou de
acordo com
a ideia de eliminar o Senado. Vivemos em uma
federação
com Estados muito diferentes. É importante ter uma Casa
capaz de
abraçar a perspectiva federativa."
"Num quadro como esse, em que o próprio presidente do Senado
aparece envolvido em escândalos, a resposta captada pela
pesquisa
é muito surpreendente", disse Carlos Melo, do Insper
Instituto
de Ensino e Pesquisa, se referindo ao senador José Sarney
(PMDB-AP), principal personagem da crise dos atos secretos.
Para Melo, uma possível explicação
para o
resultado é a hipótese de o Senado ainda ter a
reputação de ser "uma Casa superior".
"É onde
estão os parlamentares mais velhos, os mais experientes, em
que
pese a enorme quantidade de suplentes na fase atual."
Para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), o resultado do levantamento
"é uma surpresa muito positiva". "Isso mostra que a
população tem consciência de que a Casa
é
necessária em um País em que três ou
quatro Estados
controlam o poder. Os eleitores são contra os atuais
senadores,
mas não contra o Senado."
"É um número muito interessante, principalmente
nesse
momento muito ruim que atravessamos", disse o senador Pedro Simon
(PMDB-RS). "Nunca recebi tantas cartas, e-mails e telefonemas de
eleitores revoltados com o Senado."
Simon também apontou a importância do
bicameralismo em um
sistema federativo, mas disse que nem sempre essa necessidade
é
bem compreendida. "São poucos os que entendem isso de o
Senado
ser uma Casa revisora. Muitas vezes, o Senado revisa o que vem da
Câmara e os deputados, em seguida, anulam tudo", disse ele,
citando a derrubada de 64 emendas de senadores no projeto da reforma
eleitoral.
O chamado escândalo dos atos secretos teve início
com a
divulgação, pelo Estado, da prática do
comando do
Senado de nomear servidores e aprovar benefícios sem que as
decisões fossem publicadas nos boletins da Casa.
Fonte: Estadão / Daniel Bramatti
Data da Publicação: 21/09/2009 |
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A Comissão de Constituição,
Justiça e
Cidadania (CCJ) aprovou na última quarta-feira projeto que
prevê a unificação da
numeração do
Cadastro de Pessoa Física (CPF), da Carteira de Trabalho e
Previdência Social, da Carteira Nacional de
Habilitação, do passaporte e de quaisquer outros
documentos necessários ao cidadão, para que todos
passem
a ter o mesmo número do Registro da Identidade Civil,
à
medida que forem sendo expedidos.
De autoria do deputado Celso Russomano (PP-SP), o projeto (PLC 46/03)
também exige que a carteira de identidade contenha o tipo e
o
fator sanguíneo do titular. Pela proposta, também
poderá constar no documento, a pedido do titular, carimbo
comprobatório de deficiência física,
desde que esta
seja atestada por autoridade de saúde competente.
O relator, senador Almeida Lima (PMDB-SE), apresentou voto pela
aprovação do projeto. No relatório, o
senador
afirma que a medida dificultará a ocorrência de
fraudes e
propiciará o aperfeiçoamento do sistema de
identificação civil.
Almeida Lima afirma também que a
informação sobre
o tipo e o fator sanguíneo na carteira de identidade pode
facilitar o atendimento médico emergencial. Já a
declaração de deficiência
física, segundo o
senador, poderá criar facilidades ao titular do documento e
evitar transtornos, especialmente na utilização
do
transporte público, pois determinadas
deficiências, como a
auditiva ou a visual, podem não ser constatadas de maneira
tão clara como outras mais evidentes.
O relator manifestou-se contra emenda apresentada por Lúcia
Vânia (PSDB-GO) e Tasso Jereissati (PSDB-CE) determinando que
o
Registro de Identidade Civil também passasse a conter
expressamente o seu órgão expedidor, com o
respectivo
endereço, a fim de facilitar a
devolução em caso
de perda.
Para Almeida Lima, esses dados não são
imprescindíveis para a recuperação de
documentos
perdidos. Além disso, afirma ele, poderia haver o risco de
tornar os documentos desatualizados em razão da
mudança
de endereço dos órgãos expedidores. A
matéria será ainda votada pelo
Plenário.
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Desde que o nepotismo foi banido, em outubro de 2005, pela
Resolução 7, o CNJ já abriu 203
processos
relativos a nomeações violadoras do artigo 37 da
Constituição, que trata da
transparência,
moralidade, honestidade e impessoalidade na
administração
pública.
Tribunais ainda relutam em acatar a diretriz do CNJ. "Há
resistência às normas contra o nepotismo,
não
só no Judiciário como em toda a
administração pública", declarou o
ministro Gilson
Langaro Dipp, corregedor nacional da Justiça.
Muitos casos de indicação e
contratação de
familiares de magistrados e servidores chegam ao conselho por
denúncia anônima ou
representação de
entidades de funcionários do Judiciário que
têm
acesso aos expedientes. "Constatamos indícios de nepotismo
nas
inspeções que temos realizado nos Estados.
São
indícios não apenas de nepotismo como de
nepotismo
cruzado."
Nepotismo cruzado é quando um magistrado emprega a filha de
outro e este contrata parente daquele. Há Estados em que
também há troca de favores entre desembargador e
deputado
- aquele admite parente do parlamentar que, por seu lado, emprega
familiar do juiz. O recurso dificulta a
identificação de
apadrinhamentos com verba pública.
"Estamos determinando aos tribunais que informem os detalhes de todo
aquele percurso de grau de parentesco dessas pessoas, inclusive com
agentes de outros órgãos da
administração",
anotou o corregedor. Ele disse que a verificação
no
Judiciário da Paraíba "mostrou algumas boas
práticas, mas outras tantas irregularidades já
conhecidas".
ASSOBERBADOS
"Os tribunais estão assoberbados de servidores e a
Justiça de primeiro grau lançada quase que
à
míngua de instalações
físicas", revela Dipp.
O conselheiro do CNJ Felipe Locke observa que "há muitas
pessoas
que trabalhavam em cargos comissionados que são parentes de
juízes e de desembargadores e algumas ainda tentam continuar
fazendo o que é irregular".
Dipp reconhece dificuldades em mergulhar nas mazelas do
Judiciário. "É difícil.
Tínhamos uma
cultura muito grande da falta de transparência, da
sensação de que o Judiciário e
nós,
juízes, estávamos acima do bem e do mal. Esse
estigma
está sendo quebrado pelo CNJ que faz um grande
esforço,
muitas vezes incompreendido por alguns magistrados."
Segundo ele, "com apoio da grande maioria dos juízes e
simpatia
da sociedade o conselho está conseguindo demonstrar que o
Judiciário é um serviço
público e que o
juiz é um servidor público". "Como integrante de
um
poder, o juiz tem o dever de prestar contas a essa sociedade para a
qual ele presta serviços."
Dipp aponta a má distribuição de
recursos como
fator negativo do poder. "As verbas do Judiciário
são
insuficientes e esse dinheiro é pessimamente administrado.
As
dotações orçamentárias da
Justiça
nos Estados são pequenas e muito mal administradas."
Para o ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal e
do CNJ, existe "um ou outro ponto de resistência". Ele
atribui
"essas situações a alguma imprevisão
ou
insegurança jurídica". "Há
dúvidas
sérias que precisam ser dirimidas", observa o ministro. "O
CNJ
vem tentando esclarecer questões, por exemplo, ligadas a
cargos
em comissão de alguém que já tem
emprego efetivo,
ou seja, que se submeteu ao concurso público".
Segundo ele, o governo federal está preparando um decreto
definindo regras contra o nepotismo em toda a
administração pública. Mendes se
reuniu com o
ministro Jorge Hage, da Controladoria Geral da União. "O
governo
está elaborando decreto com base na súmula do
Supremo,
mas também tem suas dúvidas."
O presidente do STF disse que não acredita que "haja um
quadro
de resistência de forma genérica". "Pode haver um
ou outro
tribunal, essa prática (nepotismo) havia se disseminado e
era
considerada normal. Até a correção,
às
vezes, reclama algum tempo."
Ele avalia que, a partir da Resolução 7, "houve
um grande
avanço, uma ruptura com esse tipo de prática".
Fonte: Estadão
Data da Publicação: 14/09/2009 |
UNASLAF
DISPONIBILIZA MODELO DE REQUERIMENTO REFERENTE AO PAGAMENTO DOS
RETROATIVOS
A UNASLAF disponibiliza na área restrita de nosso website um
modelo de petição para que os associados
solicitem
formalmente à administração o
pagamento dos
valores relativos às diferenças entre a
remuneração efetivamente percebida e a
remuneração retroativamente fixada para a
Carreira do
Seguro Social pela Lei 11.907/2009. (MP 441/2008)
Para acessar o inteiro teor do requerimento bem como maiores
informações, clique aqui.
Fonte: UNASLAF
Data da Publicação: 10/09/2009
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ELEIÇÃO
REABRE CONFLITO
Bastou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deixar Brasília
rumo a Londres, onde participa do encontro com os ministros de
finanças e presidentes de bancos centrais do G-20
— grupo
dos 20 países mais ricos do mundo — que
recrudesceu a
crise na Secretaria da Receita Federal. Os auditores fiscais
estão organizados, desde quarta-feira, para eleger uma lista
tríplice com nomes que possam substituir o
secretário
recém empossado Otacílio Cartaxo. A
relação
dos escolhidos deverá ser entregue ao ministro em meados de
outubro.
Os três nomes mais cotados são os da
ex-secretária
Lina Maria Vieira, do superintendente exonerado da 8ª
Região Fiscal (São Paulo) Luiz Sérgio
Fonseca
Soares e do presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS),
Valdir Simão, o único auditor ligado à
área
da extinta secretaria previdenciária. Lina Vieira, depois de
afastada do cargo, em julho, travou um sério embate com a
ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Em depoimento no Senado,
reafirmou ter ouvido da ministra pedido para que
“agilizasse” a devassa nas empresas da
família
Sarney.
O presidente do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita
Federal do Brasil (Unafisco), Pedro Delarue, admite que a lista
é um recado à ingerência
política na
Receita, órgão historicamente técnico.
“Mas
não quer dizer que queiramos substituir o atual
secretário. A ideia é propor três nomes
escolhidos
pelos auditores para uma eventual troca de comando”,
ressalvou.
Demissões
A interferência política também teria
sido o motivo
pelo qual 12 auditores fiscais colocaram seus cargos à
disposição, em movimento que deu origem
às
exonerações no órgão
três semanas
atrás. Desde então, cerca de 20 servidores foram
exonerados, a maior parte integrava a equipe de Lina Vieira. Outros 40,
que teriam colocado seus cargos à
disposição,
foram persuadidos por Cartaxo a ficar, sob a promessa de que
não
haveria ingerência política nos trabalhos da
Receita.
Parte dos auditores que não acreditou na promessa e
pôs em
prática a eleição para a
formação da
lista tríplice. A primeira etapa do pleito termina hoje,
quando
as 76 delegacias sindicais entregam ao Unafisco os nomes mais votados.
Uma nova votação ocorrerá em
instância
regional, que elegerá dois auditores por região
fiscal.
Os 20 mais votados nas 10 regiões fiscais vão a
mais uma
votação no Conselho de Delegados Fiscais, que
elege os 10
melhores. O último passo é convocar uma quarta
eleição, em que votam todos os auditores para
concluir a
lista tríplice.
É a segunda vez que os auditores fiscais levam a cabo a
lista
tríplice. A primeira foi na gestão de Jorge
Rachid, hoje
adido tributário do governo brasileiro em Washington. Um
auditor
que já ocupou o cargo de secretário adjunto da
Receita
disse que o documento tem viés político, e que
dificilmente deverá ser considerado pelo ministro Mantega.
“A escolha dos dirigentes é
discricionária.
É uma prerrogativa do governo, e não deve ser
levada em
conta em uma substituição”, revelou.
(Fonte: Correio Braziliense)
Data da Publicação: 04/09/2009
Fonte: UNASLAF |
SECRETÁRIO
DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL RECEBE DIRIGENTES DA UNASLAF
O Secretário da Receita Federal do Brasil, AFRFB
Otacílio
Cartaxo abriu espaço em sua agenda no final da
manhã
desta quinta-feira e recebeu em audiência a presidente da
UNASLAF
Simone Melo e a vice presidente Waldete Rolim.
O principal assunto tratado foi o PL 5918 de 2009 e a portaria que
define os perfis de usuários e sistema de
informação na SRFB. O Secretário
afirmou
desconhecer o encaminhamento do PL bem como o seu teor. Simone Melo
entregou o texto e o Secretário disse que fará
alguns
contatos junto as esferas superiores e entrará em contato
conosco.
A UNASLAF agradece a cordialidade e a sensibilidade do
Secretário por nos receber emergencialmente, esperamos poder
contar com o seu apoio.
Você
poderá acessar na área restrita o inteiro teor do
documento entregue em mãos ao Secretário.
Fonte: UNASLAF
Data da Publicação: 03/09/2009
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Mensagem do novo
Superintendente da 8ªRF
Na tarde dessa sexta-feira (28/08), José Guilherme Antunes
Vasconcelos assume a Superintendência Regional da Receita
Federal
do Brasil em São Paulo, deixando o cargo, ocupado nos
últimos cinco anos, de Inspetor-Chefe da Alfândega
de
Santos
Preclaras e prezados colegas,
com muito prazer, dirijo-me a todos os integrantes da 8ªRF,
nesta
oportunidade em que assumo a função de
Superintendente
desta importantíssima Região Fiscal. Completo 26
anos na
Receita Federal do Brasil neste ano, sendo que 23 deles eu vivi no
estado de São Paulo e 3 no Rio Grande do Sul.
Não é exagero dizer que, desde os 19 anos de
idade, a
maior parte de minha vida eu passei nas unidades da Receita Federal do
Brasil. Tenho muito orgulho disso, pois esta casa é a
Instituição que atua diretamente na
construção do conceito de cidadania, na busca de
recursos
necessários para que o País se desenvolva, na
busca da
justiça fiscal, na constante proteção
da
sociedade, da concorrência leal e da ética. Feliz
de quem
trabalha num Órgão que tem essas
missões, esses
objetivos, em seu DNA. Não podemos fazer pouco caso disso, a
honra é grande.
Numa rápida viagem ao passado percebo como a Receita Federal
do
Brasil evoluiu nos últimos anos e o quanto isso deve ser
atribuído aos seus profissionais, cuja variada
formação enriquece cada vez mais a cultura da
casa. Nessa
caminhada, encontrei colegas que mostram
dedicação
incansável à nossa missão
institucional e
encontrei colegas que, mais que isso, levam uma vida de
devoção às atividades que
desempenhamos que, de
tão essenciais, acabam por manter os profissionais da
Receita
Federal do Brasil em contínua auto-estima.
Sim, quem trabalha na Receita Federal do Brasil não
é um
servidor público comum, pois tem sempre bem fixadas, em sua
consciência, a importância de seu trabalho e a
diferença que faz cada minuto de sua
dedicação.
Colegas, é assim que eu penso e vivo a Receita Federal do
Brasil
e é com esse espírito que me apresento a
vocês.
O grau de conhecimento e discernimento que temos não permite
que
desviemos nosso foco em debates sem qualquer proveito para o
Órgão como os que temos acompanhado pela
mídia.
Nossa responsabilidade com a sociedade e com nossa nobre
missão
não nos permite enveredar por tais vias, gastando energia
desnecessariamente. Não percamos o foco, se é que
alguém perdeu, no que é essencial, no que existe
de fato
e no que é necessário ser feito. Tenho adotado
para mim
tal prática como filosofia de vida e acho que com ela
conseguimos, com o apoio de excepcionais colegas da Alfândega
de
Santos, administrar a maior Unidade Aduaneira da América
Latina
de maneira bem pragmática e honesta.
O desafio de administrar a Superintendência é
grande e
fica ainda maior quando sucedo dois profissionais com uma enorme folha
de bons serviços prestados a Receita Federal do Brasil como
são os meus amigos Edmundo Rondinelli Spolzino e Luiz
Sérgio Fonseca Soares. Nestes cinco anos à frente
da
Alfândega de Santos tive a oportunidade de acompanhar a
elevada
seriedade, dedicação, empenho e ética
com que
desempenharam a função que ora passo a ocupar.
Colegas, vivemos tempos em que o Estado brasileiro e a sociedade de que
fazemos parte necessitam ainda mais da contundência de nossas
ações fiscais e de nosso bom atendimento ao
público, ao cidadão brasileiro. Não
podemos nos
omitir, precisamos buscar ainda um melhor desempenho e isso
será
alcançado sem dúvida.
Abracemos isso, mergulhemos com vigor e entusiasmo no cumprimento de
nosso papel, repito, importantíssimo papel,
façamos a
diferença, deixemos um legado de boas práticas e
bons
exemplos. Nesta nossa caminhada, todos são bem vindos, todos
podem ajudar e, como sempre digo, não temos
espaço apenas
para quem não tem compromisso com a ética e com o
trabalho.
Muito obrigado e sucesso a todos.
José Guilherme Antunes Vasconcelos
Superintendente Regional da Receita Federal do Brasil em São
Paulo
Fonte: RFB 8ª RF
Data da Publicação: 31/08/2009
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