UNASLAF
RECEBIDA EM AUDIÊNCIA PELO SECRETÁRIO DA RECEITA
FEDERAL DO BRASIL AFRFB JORGE ANTONIO DAHER RACHID

A UNASLAF foi recebida em audiência no final da
tarde desta segunda-feira pelo Secretário da Receita
Federal do Brasil, AFRFB Jorge Antonio Daher Rachid;
ao iniciar sua fala o Secretário justificou-se que já
havia recebido o pedido de audiência da UNASLAF há
muito tempo mas que estava aguardando a estruturação
do órgão e pleno funcionamento do mesmo para que
passasse então a receber todas as entidades dos servidores
do órgão.
A Presidente da UNASLAF disse
que esta reunião foi solicitada no mês de março,
e que essa demora de seis meses causou muitos transtornos e revolta
aos servidores, disse ainda que nossa entidade trabalha para levar
a verdade e a realidade dos fatos aos associados, e que essa angústia
e incertezas motivadas pela ausência de diálogo são
extremamente prejudiciais para a relação entre os
gestores e os servidores.
Afirmamos que a UNASLAF sempre
teve uma postura pró-ativa, contribuindo assim para o aperfeiçoamento
da legislação buscando sempre a valorização
e o reconhecimento dos servidores e consequentemente o fortalecimento
da Secretaria da Receita do Brasil.
Informamos que tanto a garantia
da redistribuição para a Secretaria da Receita Federal
do Brasil como o direito de opção unilateral dos
servidores são conquistas da UNASLAF, e que não
abriremos mão desses direitos assegurados em lei.
Questionamos o Secretário
Jorge Rachid sobre como ficará a situação
dos servidores quanto a redistribuição e ao direito
de opção, uma vez que essas são as principais
dúvidas dos servidores nesse momento. Dissemos ainda que
essas situações não definidas geram muita
ansiedade, incertezas e angústias aos servidores.
O Secretário respondeu
que essa situação não estaria sob a sua alçada,
competência e responsabilidade do Ministério da Fazenda;
razão pela qual assumiu o compromisso formal de nos convocar
para uma nova reunião ainda no mês de setembro para
que possa nos passar a posição oficial do Governo.
Explicamos
detalhadamente ao Secretário como se de a elaboração
bem como a regulamentação da Lei 10855 de 2004 bem
como a situação funcional dos servidores integrantes
dos Cargos da Carreira do Seguro Social, em especial dos Técnicos
e Analistas do Seguro Social.
Narramos ao Secretário
sobre os prejuízos que os servidores estão tendo
com a obrigatoriedade de cumprirem jornada de trabalho de 40 horas
bem como com a retirada da gratificação por insalubridade
que muitos já perderam; afirmamos que isso contraria a
própria Lei que assegurou que os servidores perceberiam
seus respectivos vencimentos e vantagens como se em exercício
estivessem no INSS.
Ponderamos também sobre
as dificuldades geradas pela falta de padronização
nos procedimentos da Receita Federal do Brasil com relação
aos servidores redistribuídos, por essa razão existem
diversas situações funcionais de atribuições
e competências de servidores ocupantes dos mesmos Cargos.
Dissemos ao Secretário
Jorge Rachid que nossos advogados estão promovendo estudos
e coletando provas nas mais diversas regiões do país
para que possamos impetrar uma ação de Assédio
Moral e Abuso de Autoridade contra os gestores que assediam os
servidores redistribuídos para que os mesmos ensinem seus
serviços para os colegas da Carreira de Auditoria Fiscal.
Afirmamos que é inaceitável que um servidor tenha
que ensinar e repassar para outro uma atribuição
que a própria administração não reconhece
como sendo sua, ou seja, como alguém pode ensinar o que
formalmente não sabe?
Falamos sobre a paralisação
do dia 15 de agosto e o Secretário nos disse ficou sabendo
do movimento em todo o país.
Ponderamos ao Secretário
que fomos obrigados a entrar com ação judicial em
decorrência da discriminação que estamos sofrendo
bem como pelo cumprimento da Lei 11457 e ele nos questionou se
ele era o único impetrado; dissemos que não, que
a ação era contra outros gestores também.
Informamos que estamos trabalhando
junto ao Congresso Nacional esclarecendo aos parlamentares que
a Lei 11457 não está sendo cumprida, externando
que isso pode trazer sérias consequências para os
objetivos e finalidades da Receita Federal do Brasil.
O Secretário nos disse
que a posição dele é clara no sentido de
reconhecer que nosso lugar é realmente na Receita Federal
do Brasil, citou como exemplo o fato de ter sido consultado quando
da aprovação da Lei 11457 e ter recomendado Casa
Civil que a nossa redistribuição para a Receita
Federal do Brasil não fosse vetada, essa é a posição
dele.
Disse que em nenhum momento ele
ou qualquer dirigente da Secretaria da Receita Federal do Brasil
sugeriram ou recomendaram que os servidores redistribuídos
fossem inseridos na Carreira Fazendária, afirmou ainda
que a Administração Tributária tem especificidades
muito pontuais e objetivas, e que por essa razão possuí
atribuições próprias muito bem definidas
e um quadro de pessoal próprio. Porém destacou que
existe divergência entre a posição dele e
a do Ministério da Fazenda, e que ainda estava sendo discutida
qual seria a posição formal e oficial do Governo;
reafirmou que essa posição seria repassada para
a UNASLAF ainda nesse mês de setembro.
O Secretário Jorge Rachid
mostrou-se preocupado com a proximidade do prazo para que os servidores
exerçam a opção dizendo que as tensões
crescem geometricamente com o passar dos dias, e que é
necessário que exista uma definição, o mais
rápido possível, para a SRFB como para os servidores,
segundo ele essa definição sairia ainda em setembro.
Como ele afirmou que essa definição
não depende exclusivamente dele, a Presidente da UNASLAF
solicitou então que o Secretário faça nossa
interlocução junto ao Ministro da Fazenda levando
oficialmente ao conhecimento dele de que a UNASLAF não
aceita a Carreira Fazendária, e que isso é um ponto
inegociável; solicitamos que informe também que
os servidores estão dispostos a exercerem o direito de
opção retornando ao INSS caso nossos pleitos não
sejam atendidos.
O Secretário também
mostrou-se preocupado com essa posição; solicitamos
então que leve, tanto ao Ministro da Fazenda como ao Governo
a sua posição sobre a importância ou não
desses servidores para a Receita Federal do Brasil.
Jorge Rachid afirmou ainda que
a ANFIP e a FENAFISP já demonstraram preocupação
com a nossa situação, e que ambas entidades estariam
nos apoiando.
A Presidente Simone Melo entregou
ao Secretário um quadro comparativo entre as atribuições
dos Analistas do Seguro Social e Técnicos do Seguro Social
e as dos Analistas Tributários, o Secretário demonstrou
interesse nesse material como forma de subsídio.
Reiteramos que nosso pleito está
amparado em Lei, que se está em Lei é porque não
foi vetado, razão pela qual cabe ao Governo cumprir a Lei,
e não questioná-la, caso houvesse algum problemas
quando ao interesse da administração, a constitucionalidade
ou juridicidade a matéria seria vetada, o que não
ocorreu.
Por essa razão não
há de se falar nesse momento de que o governo quer isso
ou aquilo, na verdade nesse momento cabe ao governo simplesmente
fazer valer o que está previsto na Lei, que foi democraticamente
aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo Presidente
da República, isso é incontestável.
O
Secretário afirmou que é muito importante que nossa
relação seja honesta e transparente, pediu ainda
nossa compreensão quanto as limitações dele
lembrando que esse assunto passa também pela esfera de
competência do Ministério da Fazenda como também
do Planejamento; reafirmou que chamará a UNASLAF para uma
nova reunião no mês de setembro para nos passar então
a posição oficial do Governo, quanto a nossa situação
funcional.
O Secretário Adjunto Jânio Castanheira se colocou
à disposição e pediu que a UNASLAF entre
em contato com ele para esclarecer dúvidas quanto a qualquer
boato ou até mesmo comentários atribuídos
à administração da Secretaria da Receita
Federal do Brasil, afirmou que isso é necessário
para que não exista falha de comunicação
entre os gestores e os servidores, uma vez que isso é prejudicial
para as duas partes.
A UNASLAF agradece o Secretário Jorge Antonio Daher Rachid
e sua equipe pelo tratamento cordial, mas afirma que esperava
uma posição mais pontual e contundente, uma vez
que os servidores foram redistribuídos para a Receita Federal
do Brasil e todas as nossas atribuições estão
no âmbito e sob responsabilidade da Receita Federal do Brasil.
Estaremos estudando detalhadamente todos os pontos discutidos
nessa reunião para que juntos com os associados possamos
decidir sobre nossos próximos passos, é certo que
a UNASLAF não aguardará estática uma posição
do governo.
Nesta terça-feira daremos sequência ao nosso trabalho
em busca de apoios no Congresso Nacional pelo efetivo e imediato
cumprimento da Lei.
Conheça abaixo a íntegra do ofício entregue
pela UNASLAF:

Associação
Nacional dos Servidores da Secretaria da Receita Previdenciária
Sede: SCN Q/6 Venâncio 3000 B/A Cj/608 – Tel/Fax:
(061) 3328-2426 / 9294-0209 – CEP: 70.718-900
Brasília/DF
Home page: www.unaslaf.org.br E-mail: unaslaf@terra.com.br
Ofício n.º 290
Brasília, 10 de setembro de 2007.
Excelentíssimo
Senhor Secretário da Receita Federal do Brasil,
A UNASLAF - Associação
Nacional dos Servidores da Secretaria da Receita Previdenciária,
vem a sua nobre presença, agora com a finalidade de apresentar
nessa audiência que está ocorrendo no dia 10 de setembro
de 2007 nossos pleitos em defesa dos interesses dos nossos representados,
que são os servidores da Carreira do Seguro Social que
asseguraram em Lei o direito de serem redistribuídos para
a Secretaria da Receita Federal do Brasil.
Estamos tentando dialogar com
Vossa Excelência há praticamente seis meses, nosso
primeiro pedido de audiência foi protocolado em seu gabinete
no dia 12 de março, posteriormente encaminhamos outros
pedidos e lamentavelmente jamais obtivemos qualquer resposta.
Entendemos que o eminente Secretário
possuí uma agenda atribulada, mas temos que convir que
seis meses é um prazo extenso demais para a falta de retorno;
a mesma falta de consideração e respeito deve ser
considerada também com relação à Coordenação-Geral
de Pessoal da Receita Federal do Brasil, pois essa coordenação
jamais respondeu qualquer ofício encaminhado pela nossa
entidade, isso é inaceitável e deve ficar registrado.
Nossa entidade sempre teve uma
postura pró-ativa, exatamente por essa razão conquistamos
tantas vitórias no Congresso Nacional, como, por exemplo
à garantia do direito da redistribuição para
a Secretaria da Receita Federal do Brasil, o direito de opção
unilateral para que os servidores possam decidir sobre o seu futuro,
seguindo para a SRFB ou permanecendo no INSS, bem como asseguramos
à maioria dos servidores a nomenclatura de Técnico
do Seguro Social, o que já deveria ter sido feito há
mais de três anos, desde a publicação da Lei
10855 de 2004.
Não existe harmonia sem
respeito, e o respeito se constrói através do diálogo
e principalmente dos atos e ações; infelizmente
nem os servidores nem a UNASLAF tem sido respeitados, se existe
uma palavra para resumir a relação entre a Secretaria
da Receita Federal do Brasil e os servidores originários
da Secretaria da Receita Previdenciária essa palavra é
discriminação.
Como é de seu conhecimento,
até o presente momento todos os servidores integrantes
da Carreira do Seguro Social que asseguraram o direito de serem
redistribuídos para a Receita Federal do Brasil continuam
numa situação precária, apesar da Lei que
assegurou essa redistribuição ter sido aprovada
há quase 180 dias, permanecendo essa situação
é certo que nossos representados não terão
outra alternativa que não seja optarem pelo retorno ao
INSS, comprometendo assim todo o objetivo da criação
da Secretaria da Receita Federal do Brasil que era a unificação
das receitas fiscais e previdenciárias. Esse retorno ao
INSS se dará por um único motivo, lá os servidores
são respeitados e não sofrem nenhum tipo de discriminação
e assédio moral, o oposto do que passam nesse momento.
Lembramos ao eminente Secretário
que os direitos desses servidores foram inseridos em Lei no Congresso
Nacional através de emendas aprovadas cujo texto final
foi sancionado pelo Excelentíssimo Senhor Presidente da
Republica.
A insatisfação dos
servidores é geral, e não poderia ser diferente,
essa Secretaria chega ao ponto de não reconhecer até
mesmo que todos integram uma Carreira e que não são
servidores do PCC, até hoje os crachás são
produzidos indicando uma nomenclatura de Cargo inexistente na
Carreira do Seguro Social, é certo que o único objetivo
disso é expor os servidores a constrangimentos e asseverar
ainda mais a discriminação, não existe na
Carreira do Seguro Social o Cargo de Agente Administrativo, mas
é esse Cargo que consta nos crachás, lamentavelmente.
Não toleraremos mais os
atos de assédio moral e abuso de autoridade que estão
sendo cometidos pelos gestores contra nossos representados principalmente
no tocante a exigir que esses ensinem suas atribuições
aos servidores da Carreira de Auditoria Fiscal. Como se pode exigir
que alguém ensine uma atribuição que essa
administração insiste em afirmar que os servidores
não possuem? Como é possível aceitar que
um servidor equivocadamente intitulado por vocês como “Agente
Administrativo” ensine e treine um Auditor Fiscal da Receita
Federal do Brasil a realização atividades relacionadas
a arrecadação previdenciária?
A Lei é muito clara, o
gestor deve pautar seus atos apenas no que prevê a Lei,
qualquer ordem que seja dada sem o amparo legal é considerada
abuso de autoridade, nossos servidores não podem ser obrigados
a ensinar ou treinar ninguém, os mesmos não possuem
essa atribuição.
Essa situação fica
ainda mais clara quando verificamos que em todos os treinamentos
que estão ocorrendo tem como objetivo passar o nosso conhecimento
para os servidores da Carreira Auditoria Fiscal, nunca o contrário;
por certo que essa atitude demonstra claramente que somos vistos
como servidores “descartáveis”, o que traz
revolta e indignação a todos os servidores.
No dia 15 de agosto promovemos
um ato de paralisação em protesto contra a falta
do cumprimento da Lei 11457; acreditamos que tenha ficado claro
para essa administração que estamos unidos e mobilizados,
demonstrou ainda que os servidores acreditam no trabalho da UNASLAF
e responderão qualquer solicitação ou encaminhamento
que venhamos a fazer.
Reiteramos a essa administração
que é absolutamente inegociável a nossa inclusão
na Carreira Fazendária, isso está fora de questão
simplesmente porque exigimos o cumprimento da Lei que determinou
nossa redistribuição para a Secretaria da Receita
Federal pelo simples fato das nossas atribuições
terem migrado para essa Secretaria, e não para o Ministério
da Fazenda.
Não aceitaremos também
qualquer ação protelatória com relação
a definição de nossa situação funcional,
estamos trabalhando simultaneamente junto ao Executivo, Legislativo
e Judiciário pelo cumprimento da Lei.
O prazo de 180 dias estabelecidos
para que os servidores exercerem o direito de opção
é mais do que suficiente para que a administração
buscasse alternativas para fazer valer os seus interesses, se
não conseguiu isso até agora deve responder por
isso, e jamais frustrar as expectativas e principalmente o direito
dos servidores,
Também não há
de se falar que esse assunto fugiu da governabilidade da Secretaria
da Receita Federal do Brasil, como pode se provar através
das atas o pedido de inclusão de nossos representados na
Carreira Fazendária foi feito pelo Coordenador-Geral de
Gestão de Pessoal da Receita Federal do Brasil, ato que
repudiamos.
Importante lembrarmos que somos
a única categoria que assegurou o direito de ser redistribuída
para a Secretaria da Receita Federal do Brasil que ainda não
foi. Não há de se falar da necessidade de nova norma
legal para isso, uma vez que estamos exercendo nossas atribuições
na Secretaria da Receita Federal desde o dia 2 de maio de 2007;
não houve absolutamente nenhuma quebra de continuidade
ou interstício nesse trabalho, continuamos executando fielmente
todo o trabalho referente a administração tributária
relativo a arrecadação previdenciária, excetuadas
apenas as atribuições exclusivas dos Auditores Fiscais.
Não são apenas os
servidores que estão indignados com o descaso e a falta
do cumprimento da Lei 11457, muitos Deputados Federais e Senadores
estão se mobilizando e hipotecando apoio e solidariedade
a UNASLAF através de pronunciamentos nos Plenários
do Congresso Nacional e moções encaminhadas as mais
diversas autoridades.
Salientamos que a combativa e
representativa entidade ANFIP já deliberou e colocou com
uma de suas prioridades nesse momento o apoio a nossa causa, por
uma questão de justiça; os Auditores Fiscais originários
da Previdência Social reconhecem o valor do nosso trabalho,
sempre houve harmonia e eficiência tanto no INSS como na
Secretaria da Receita Previdenciária. A soma dos nossos
esforços resultou na superação de todas as
metas que nos foram impostas ao longo dos anos, por maiores que
fossem as dificuldades estruturais que nossos órgãos
sofressem.
Tratar os servidores originários
da Receita Previdenciária como “administrativos”
é desconhecer completamente o trabalho realizado por esses
servidores ao longo de décadas.
A democracia é exercida
através do respeito a legislação, as instituições
e principalmente à sociedade, não há de se
tratar servidores como não cidadãos.
Estamos atentos a toda situação
aqui narrada, solicitamos a V. Exa. que envide seus esforços
para que essa situação seja solucionada e a Lei
seja cumprida sem prejuízo aos servidores por ela contemplados,
podemos atestar que o nosso retorno ao INSS comprometerá
decisivamente a finalidade da criação da Secretaria
da Receita Federal do Brasil, pois não existe arrecadação
previdenciária sem a soma do nosso trabalho ao dos Auditores-Fiscais.
Certos de contarmos com a atenção
de V.Exa. para o pleito em questão, agradecemos antecipadamente.
Atenciosamente,
Simone Melo
Presidente
A Sua Excelência o Senhor
Jorge Antonio Daher Rachid
Secretário da Receita Federal do Brasil
Ministério da Fazenda
Brasília – DF.
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