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_________________Notícias_________________
OUTUBRO DE 2009
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Ex-procurador-geral
da Fazenda Nacional, Luís Inácio Lucena Adams tomou posse
nesta sexta-feira (23/10) como advogado-geral da União.
A cerimônia foi marcada por elogios à gestão do
antecessor, José Antonio Dias Toffoli. O ex-advogado geral da
União será empossado nesta sexta-feira como ministro do
Supremo Tribunal Federal. A informação é da
Agência Brasil.
Adams afirmou que, durante 16 anos em que atuou como procurador-geral
da Fazenda Nacional, testemunhou o que chamou de aperfeiçoamento
das instituições públicas. Para Adams, a AGU tem
papel fundamental no funcionamento da democracia. “É com
orgulho que assumo esse cargo. É a maior aspiração
que posso ter”, disse.
Já Toffoli afirmou que esta é a primeira vez em que a AGU
será conduzida por “um participante de carreira”. Na
AGU, Adams exerceu o cargo de secretário-geral de Contencioso e
foi responsável pela instalação da
Procuradoria-Regional Federal da 4ª Região.
"Se pudesse deixar um conselho para a gestão, sugiro que nunca
deixe de olhar os humildes e os pobres. Essa instituição
existe para o cidadão e para a sociedade e não para si
mesma”, disse Toffoli.
“De um Silva para um Adams e de Luiz Inácio para
Luís Inácio. Daqui a pouco vão pensar que eu
indiquei um filho meu”, disse o presidente Luís
Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia. O presidente
elogiou a atuação do ex-advogado-geral da União e
disse que, durante seu mandato, Toffoli não permitiu que apenas
os interesses corporativos prevalecessem. O presidente do Supremo,
ministro Gilmar Mendes, também esteve presente na posse.
Clique aqui para ler o discurso do presidente Lula.
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[Foto: U. Dettmar/STF]
Fonte: Revista Consultor Jurídico
Data da Publicação: 29/10/2009
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ASPLAF E UNASLAF REALIZAM ASSEMBLÉIA EM SÃO PAULO. ASSOCIADOS PAULISTAS PRESTIGIAM E COMPARECEM EM MASSA
Mais de 100 associados prestigiaram a assembléia realizada na tarde de ontem na cidade de São Paulo.
Associados das diversas regiões do Estado tiveram a oportunidade
de dialogar com o dirigente das entidades e foram informados sobre todo
o trabalho que esta sendo desenvolvido em beneficio de todos nas
três esferas do Poder.
A Diretoria Executiva da ASPLAF agradece a Diretoria do
SINDIFISCO por ter cedido tão gentilmente suas dependência
para a realização da nossa assembléia, outrossim
agradece a Diretoria executiva da UNASLAF que se fez presente
através da presidente Simone Melo e das vice-presidentes
Waldete Rolim e Nilda Maria Cachigian. Não podemos também
deixar de agradecer a todos associados que compareceram ao evento e
também por aqueles por motivo de distância enviaram
representantes das suas regiões.
A apresentação dos trabalhos técnicos ficou a
cargo dos Drs. Raphael Sampaio Malinverni que discorreu sobre os
assuntos de interesse dos servidores na esfera do Poder
Judiciário e Wlamir Motta Campos, que abordou o trabalho e
as estratégias desenvolvidas no Congresso Nacional.
O objetivo dessa reunião foi não apenas trazer
informações aos associados como dialogar com os mesmos,
valorizando cada vez mais o nosso compromisso com a
transparência, a verdade e principalmente o respeito aqueles que
são a verdadeira razão da existência de nossas
entidades.
Fazemos um agradecimento especial os servidores residentes fora da
Capital, destacando e enaltecendo aqueles colegas que mesmo residindo
em municípios localizados há mais de 400 km da cidade de
São Paulo não mediram esforços, viajaram a noite
toda de ônibus apenas para participarem da nossa
assembléia, retornando para casa no mesmo dia.
Esses gestos aumentam a nossa responsabilidade e nos estimulam a
trabalharmos cada vez mais, incansavelmente, na busca por
justiça e pelos nossos ideais.

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PRAZO
LIMITE PARA RETORNO AO INSS SE ENCERRA NO DIA 31 DE OUTURO. AOS
INTERESSADOS, A RETRATAÇÃO DO "TERMO DE
OPÇÃO" PODERÁ SER SOLICITADA ATÉ A
PRÓXIMA SEXTA-FEIRA, DIA 30 DE OUTUBRO.
O Decreto 6919 de 04 de agosto de 2009
prorrogou o prazo para retorno ao INSS até o dia 31 de outubro
de 2009, ou seja, assegurou que todos os servidores que querem retornar
ao INSS e para tal formalizaram esse desejo através do Termo de
Opção serão devolvidos ao órgão, no
máximo, até o dia 31 de outubro.
Em comunicado encaminhado aos servidores no início de agosto, o
então Subsecretário de Gestão Corporativa da SRFB
Odilon Neves Jr informou que o eventual exercício do DIREITO
à retratação de Termo de Opção de
Retorno ao INSS anteriormente apresentado deve ser feito até, no
máximo, no dia útil imediatamente anterior ao dia
31/10/2009; ou seja, 30 de outubro. Esse entendimento continua
vigorando.
Sendo assim pedimos aos nossos associados para que estejam atentos a esse prazo.
Maiores informações poderão ser acessadas na ares restrita do nosso website clicando aqui.
Data da Publicação: 25/10/2009
Fonte: UNASLAF |
Câmara dá prioridade para projeto que vai regulamentar lobby; veja entrevista
Em BrasíliaA direção da Câmara dos Deputados
decidiu dar prioridade de tramitação a um projeto que
regulamenta a prática do lobby -ou seja, a atividade de
pressão exercida por grupos organizados sobre políticos e
agentes públicos. Segundo o presidente da Câmara, Michel
Temer (PMDB-SP), os projetos sobre o assunto são analisados e
colocados em votação na Casa ainda na atual legislatura.
Há dois projetos principais sobre o assunto: um de autoria do
Executivo, ainda não enviado ao Legislativo, e outro do deputado
Carlos Zarattini (PT-SP). Em entrevista exclusiva ao colunista do UOL
Notícias e da Folha de S. Paulo Fernando Rodrigues, o deputado
falou sobre a regulamentação da atividade.
"A nossa ideia é regulamentar e identificar os grupos de
ação do lobby: sindicatos, empresas e ONGs. Eles passam a
ter direito de interlocução não só no
Legislativo, mas também no Executivo", diz o deputado.
Crachá para lobista
Atualmente, lobistas circulam pelos salões da Câmara e do
Senado sem identificação ou qualquer tipo de controle. O
mesmo ocorre nos outros Poderes, Executivo e Judiciário. Com a
regulamentação, os lobistas passariam a ter de usar um
crachá. Teriam também de se registrar previamente para
exercer a atividade.
"Você teria a identificação de todos os agentes.
Eles teriam a sua ação fiscalizada pela CGU
(Controladoria-Geral da União), de forma que haja uma
transparência total nisso. Eles seriam caracterizados como
lobistas e teriam uma prestação de contas a apresentar",
explica Zarattini.
Os agentes públicos deverão divulgar a sua agenda de encontros pela internet.
Quando receber um lobista de um determinado grupo, quem o ouviu
terá a obrigação de dar oportunidade de
manifestação à parte contrária caso seja
solicitado.
Os lobistas, por sua vez, terão de apresentar um
relatório anual sobre os encontros. O relatório seria
divulgado na rede mundial de computadores.
Quem ocupar um cargo público estará impedido de exercer a
atividade de lobby pelo prazo de 12 meses após seu desligamento
da função.
No projeto feito pela CGU, a atividade seria regularizada no
âmbito dos três poderes. Já o projeto de Zarattini
omite o Judiciário.
"Os advogados, de certa forma, exercem o lobby quando eles tratam com juízes", justifica Zarattini.
Os projetos sobre regulamentar o lobby:
- Anteprojeto do Poder Executivo (ainda não enviado ao Congresso)
- Projeto do deputado Carlos Zarattini (PT-SP)
Fonte: Uol Notícias
Data da Publicação: 23/10/2009
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UNASLAF CONTRATA O DR. IVES GANDRA DA SILVA MARTINS, UM DOS ADVOGADOS MAIS RESPEITADOS E ADMIRADOS DO BRASIL
É com muito orgulho e grata satisfação que a
Diretoria da UNASLAF anuncia a contratação do eminente
doutrinador brasileiro Dr. Ives Gandra da Silva Martins, que como
jurista, tem sua marca registrada na jurisprudência das cortes
brasileiras. No Supremo Tribunal Federal e no Superior Tribunal de
Justiça o Dr. Ives Gandra é um dos autores e pareceristas
mais citados nas decisões dos ministros, tanto em
matérias constitucionais, como tributárias e
administrativas.
O Dr. Ives Gandra da Silva Martins tem 74 anos e advoga há
50, é um dos juristas mais respeitados do Brasil,
professor emérito de diversas faculdades e
instituições, de 1956 a 2009 publicou individualmente 81
livros traduzidos em mais de dez idiomas em 17 países; se
somados como co-autor esse número passa de 150 obras.
Há 22 anos Dr. Ives Gandra conduz a sociedade de advogados
Advocacia Gandra Martins, o escritório é cada vez mais
seletivo: metade dos pedidos de defesa não é aceita.
Não importa se vem de um governador ou de uma grande empresa.
“Temos que acreditar na tese”, diz Dr. Ives, com firmeza.
Para nossa alegria, orgulho e satisfação o eminente
jurista acredita na nossa tese.
Segundo o Dr. Ives Gandra o respeito às próprias
convicções é um aliado essencial do advogado em
suas vitórias. A seleção das causas e dos casos a
serem defendidos proporciona maior dedicação dos
profissionais, o que muitas vezes leva juízes e ministros a
reverem posições já definidas.
Algumas das suas sugestões ao Executivo e ao Legislativo foram convertidas em leis ou atos administrativos.
O presidente da OAB paulista Dr. Luiz Flávio Borges D’Urso
afirma que o Dr.Ives Gandra tornou-se um ícone do direito como
precursor da comunicação jurídica. "Ele abriu
avenidas para que as ciências jurídicas deixassem de ser
algo estranho e inexpugnável para a população".
Além de verdadeiro jurista, continua D'Urso, Ives Gandra
"contribuiu para a formação de milhares de advogados como
professor, autor e, principalmente, como humanista que é".
A revista britânica Corporate Tax, considerou o Dr. Ives Gandra da Silva Martins um dos melhores tributaristas do mundo.
O Dr. Ives Gandra da Silva Martins e sua equipe defenderão os
interesses da UNASLAF no Supremo Tribunal Federal juntamente com a
nossa assessoria jurídica.
A Diretoria da UNASLAF em nome de todos os associados deseja boas
vindas ao Dr. Ives Gandra da Silva Martins, para nós é um
honra e uma grata satisfação contarmos com o seu
conhecimento, sua capacidade e admirável trabalho que
será de vital importância nessa nossa permanente e
incessante busca pela justiça.
Essa contratação representa um marco na história da UNASLAF.
Caríssimo Dr. Ives Gandra, seja bem vindo a família UNASLAF!
Fonte; UNASLAF
Data da Publicação: 19/10/2009
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Em 6 anos, número de servidores cresceu em 57 mil
Estudo divulgado pelo Ministério do Planejamento informa: nos
dois mandatos de Lula o governo aumentou em 57,1 mil o número de
servidores.
Quando Lula tomou posse, em janeiro de 2003, a folha de pagamentos da
Viúva abrigava 485.741 funcionários. Hoje, há
542.843 contracheques.
Em verdade, foram abertas 160,7 mil novas vagas no serviço
público. O acréscimo ficou em 57,1 mil porque houve
aposentadorias e mortes.
O levantamento da pasta do Planejamento é uma tentativa do
governo de responder às críticas da
oposição e da imprensa. É a segunda tentativa.
Um primeiro estudo, divulgado no início do ano, trazia o
objetivo estampado no título: “O mito do inchaço da
Força de Trabalho do Executivo Federal”.
O novo documento tem um título anódino:
“Evolução setorial da Força de Trabalho no
governo Lula”. Mas a ânsia de prover respostas é
idêntica.
De saída, estabelece-se uma comparação com a
gestão tucana de FHC. Anota o texto, já no quarto
parágrafo:
“Atingiu-se em 2009 uma quantidade de servidores civis ativos
muito semelhante à de 12 anos atrás, em 1997, quando
havia 531.725 servidores...”
“...O crescimento tem sido paulatino, de aproximadamente de 1,77% ao ano...”
“...Muito próximo do avanço da
População Economicamente Ativa, que teve expansão
da ordem de 1,71% ao ano no período”.
O aumento do quadro não é aleatório, informa o
governo. Privilegiam-se os setores considerados estratégicos.
Segundo o estudo do Planejamento, a maioria das novas vagas –29
mil das 57,1 mil— foram destinadas à
Educação. Só o número de professores
cresceu em 14 mil.
O texto realça também as 7,6 mil vagas abertas no
Ministério da Justiça –37% destinadas à
segurança pública.
Informa-se, por exemplo, que a Polícia Federal dispõem de
3.631 novos servidores. A Polícia Rodoviária Federal,
1.889.
Enfatiza-se ainda o reforço em áreas que se ocupam de
arrecadar tributos e defender o governo –Receita e
Advocacia-Geral da União.
Mencionam-se, de resto, os setores que se ocupam de fiscalizar os
gastos –Controladoria Geral da União—e de realizar
os investimentos do PAC.
Fonte: uol.com.br
Escrito por: Josias de Souza
Data da Publicação: 07/10/2009 |
Risco para 250 mil servidores da União
Diretora da Geap
alerta que julgamento do STF sobre personalidade jurídica da
fundação ameaça deixar segurados fora do plano de
saúde
Está nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF) uma
decisão que pode mexer com a vida de milhares de servidores
públicos. Um julgamento previsto para ocorrer ainda neste
mês definirá qual a personalidade jurídica da
Fundação de Seguridade Social (Geap), sob quais limites e
em que bases legais ela deverá atuar. Se os ministros entenderem
que a entidade não pode firmar convênios com
órgãos que não sejam aqueles que a criaram, 250
mil pessoas ficarão sem plano de saúde.
A polêmica se arrasta desde a década de 1990 e ganhou
força a partir de um questionamento feito por uma seguradora
privada no Tribunal de Contas da União (TCU). Em 2004, o
órgão de controle baixou acórdão
considerando legais os convênios, mas impediu a
renovação com os órgãos que não
são os instituidores da fundação -
ministérios da Saúde, da Previdência Social e do
Trabalho. Atualmente, são 90 os patrocinadores da Geap.
"Há uma grande parte bastante idosa dentro desse grupo que corre
risco de sair. A dificuldade em ser absorvida no mercado de plano de
saúde será enorme. Essas pessoas ficariam sem cobertura",
alerta Regina Parizi, diretora executiva da Geap.
Quase metade dos 700 mil assistidos tem 60 anos de idade ou mais - 524
completaram ou já passaram dos 100 anos. Criada em 1945, com o
nome de Patronal, a Geap é uma entidade fechada de
Previdência Complementar sem fins lucrativos. A entidade oferece
a servidores públicos federais, estaduais e municipais planos e
programas de saúde, além de assistência social e
planos de previdência.
Na entrevista a seguir, Regina Parizi diz que a
manifestação do STF será um divisor de
águas. Em relação ao atendimento e à rede
de hospitais e clínicas credenciados, Regina afirma que o
cenário é de tranquilidade. Quanto às
mudanças na forma de rateio dos custos, que culminou com a
cobrança dos titulares que incluem dependentes, a
diretora-executiva afirma que elas estão em estudo por parte do
Conselho Deliberativo.
Polêmica
O Supremo Tribunal Federal (STF) vai discutir três teses:
primeiro, se a Geap é pública ou privada. Não
temos dúvida nenhuma de que a Geap é privada, segue todas
as regras do setor privado. A segunda tese é se a União
pode fazer convênio com a Geap, uma vez que os instituidores
foram os ministérios da Saúde, Previdência e
Trabalho. É lógico que pode. Até porque os
órgãos não têm personalidade jurídica
própria. O CNPJ é o da União. Se eles fazem isso,
os demais também podem. A terceira tese é se a Geap pode
fazer convênio com esses órgãos ou teria de
participar de licitação. A Geap não pode
participar de licitação porque sua natureza
jurídica é a de um fundo de pensão. Isso do ponto
de vista legal. Agora, há um impedimento também do ponto
de vista de disputa de mercado, porque a Geap é uma
instituição sem fins lucrativos. É claro que o meu
preço sempre vai ser o mais baixo.
Ameaça
Caso o STF decida que devem ficar apenas os instituidores, saem em
torno de 250 mil pessoas. O Supremo pode dar um prazo para essas
pessoas saírem, mas, de qualquer maneira, o tempo para elas
não importa muito. Há uma grande parte bastante idosa. A
dificuldade em ser absorvida no mercado de plano de saúde
será enorme. Essas pessoas ficariam sem cobertura.
Consequências
Do ponto de vista atuarial, perder essas 250 mil pessoas é um
prejuízo bem grande. Como não há fins lucrativos,
você trata de ter um contingente maior para dividir a despesa. Um
tratamento de câncer, que sai hoje por R$ 35 mil ou R$ 40 mil,
é um bom exemplo. Uma coisa é dividir esse custo entre
400 mil e outra é dividir entre 700 mil pessoas. É mais
acessível, para cada um. Não tem mágica. Se vou
trabalhar com um valor acessível, só tem um jeito: ter um
grande contingente de pessoas para ajudar a pagar a conta naquele
momento que ele está precisando.
Particularidade
A Geap tem uma característica, até pela forma
solidária que foi constituída: ela nunca teve
preços diferenciados por faixa etária. Obviamente,
acumulamos um número de idosos grande. Mais do que isso: ela tem
acolhido esses idosos. Essa realidade foi imposta para a
fundação, que era a única que recepcionava esses
idosos. Um exemplo é o Ministério dos Transportes, que
já passou por vários planos de saúde. A idade
média lá é de 73,6 anos. O ministério abriu
duas licitações, que foram desertas.
Mercado
Uma empresa privada vai ao TCU (Tribunal de Contas da União)
dizer que a Geap não pode fazer convênio com o
Ministério dos Transportes porque não foi ele quem a
criou. Mas ao mesmo tempo, na hora em que o ministério abre
licitação, essa mesma empresa não comparece para
apresentar uma proposta. Qual o objetivo? É deixar as pessoas
sem assistência? Está provado que o mercado, sozinho,
não dá respostas para todas as necessidades da
população.
Contexto
A Geap tem seus instituidores, que são cerca de 450 mil pessoas,
e outros 250 mil de vários órgãos do governo.
São todos órgãos que têm tido dificuldade
para conseguir outros tipos de operadoras para prestar
assistência. Ou têm muitos idosos ou são
órgãos que têm servidores distribuídos pelo
país em lugares de difícil acesso. Portanto, não
é lucrativo. Exemplo: Ibama e Funai. A Geap vai ter de ir
lá no meio da floresta na fronteira com a Venezuela ou buscar
uma rede no interior de Tocantins. As operadoras de mercado atuam 70%
na Região Sudeste, que é onde têm oferta e classe
média alta. Elas não vão onde nós vamos.
Licitação
A Geap não pode participar de licitação por conta
de sua natureza jurídica. Ela é um fundo de pensão
que tem saúde e previdência. É uma entidade fechada
de previdência complementar. As leis complementares 108 e 109
vedam. O serviço é sempre prestado na forma de
convênio. Sempre tem a figura do patrocinador. Por quê?
Porque como a gente opera sem fins lucrativos, não temos grandes
reservas financeiras para garantir riscos. E aí o patrocinador
trabalha atuando conosco na garantia de risco. O patrocinador
são os órgãos, que asseguram e participam da
gestão.
Contas
Tivemos de fazer uma reformulação neste ano, que
não foi por reajuste de faixa etária, mas por
número de dependentes. Tinham pessoas sozinhas que pagavam R$
200 e pessoas com nove dependentes que pagavam uma única parcela
por mês. O que o Conselho Deliberativo da Geap decidiu foi dizer
ao usuário que ele precisa pagar pelos dependentes
também. É óbvio que teve quem reclamasse,
protestasse, principalmente os servidores com família grande.
Teto
Agora, o conselho está discutindo um teto para também
não expulsar a família numerosa. O objetivo não
é expulsar ninguém, mas esses núcleos familiares
muito numerosos também não podem desestabilizar o plano
para todo mundo. Ainda estamos em um processo de discussão, isso
vai até o fim do ano. Vamos tentar colocar um teto, algo como R$
600, R$ 700, mas que o usuário que tem muito dependente pague um
pouco a mais. Além disso, estamos trabalhando dentro de uma
média que viabilize o serviço de acordo com a realidade
salarial do associado. As entidades estão participando,
estão fazendo as contas junto conosco.
Reclamações
Parte se justifica, parte não. Tem uma parcela bem antiga de
usuários que vem da Patronal (entidade que precedeu a Geap na
assistência aos servidores públicos). Naquela
época, a Patronal pagava tudo. O debate que eu sempre
faço é que a Patronal conseguia fazer isso porque a
medicina cabia em uma maleta: tinha o estetoscópio, a morfina, a
penicilina e o exame clínico. Hoje, há um arsenal
tecnológico. A medicina não cabe mais em uma maleta. E o
médico dificilmente consegue ir à casa do paciente. O
paciente tem de ir ao hospital. É só desvantagem?
Não. No tempo da Patronal, não existia tratamento de
câncer, não se salvava gente com infarto.
Rede
Neste momento, estamos bem mais tranquilos. Com a
reformulação atuarial, conseguimos honrar nossos
pagamentos. A rede está funcionando razoavelmente bem. Sem crise
particular com a Geap. Há crises conjunturais, que é o
caso do Distrito Federal. A dificuldade aqui envolve o setor
público e o setor privado. Acho preocupante e precisamos somar
esforços para solucionar os problemas. A assistência mais
cara do Brasil é a do DF. Nos demais estados, estamos
tranquilos, bem razoáveis. O número de queixas caiu
bastante.
Fonte: Correio Braziliense
Luciano Pires
Publicação: 04/10/2009 09:22
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