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NOVEMBRO DE 2011
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Demitidos e aposentados terão direito a extensão da cobertura médica
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deu ontem um
importante passo na defesa dos interesses dos consumidores. Depois de
anos de discussão, o órgão regulador baixou uma
norma que assegura aos profissionais demitidos sem justa causa e aos
aposentados a manutenção do plano de saúde
empresarial que utilizavam enquanto estavam trabalhando, desde que
assumam o pagamento integral das mensalidades. O direito já
estava previsto na Lei nº 9.656, de 1998, mas era desconhecido
pela maioria da população.
Em muitos casos, a possibilidade era ocultada pelas companhias na hora
da dispensa dos empregados e o resultado era previsível: as
pessoas passavam a pagar mais caro por um convênio, mesmo podendo
manter, por um bom período, planos de boa qualidade e mais em
conta. “Por desconhecimento, passei a pagar R$ 3 mil em um
convênio assim que fui demitido. Se tivesse mantido o plano que
tinha na empresa, gastaria R$ 600 por mês. É uma
diferença e tanto para quem está em uma
situação delicada, a de desempregado”, disse
Lúcio Gonçalves, 46 anos.
As regras da ANS, porém, incluem limitações
importantes. Os demitidos poderão usufruir do plano de
saúde por um prazo equivalente a um terço do tempo em que
contribuíram para o benefício. O período deve
respeitar o mínimo de seis meses e máximo de dois anos.
Caso o usuário arrume outro emprego, que ofereça uma nova
cobertura, perderá o convênio anterior. A extensão
do plano para os aposentados também será calculada pelo
período de contribuição. Os que pagaram por mais
de 10 anos, terão o benefício por tempo indeterminado. Se
o período for inferior a uma década, cada ano de
pagamento dará direito a um ano de extensão do
convênio.
Dependentes
Segundo a ANS, a norma entrará em vigor em 90 dias, ou seja, em
fevereiro de 2012, e determina que a cobertura desses usuários
deve ser idêntica à do trabalhador ativo, incluindo as
redes de hospitais, clínicas, exames e procedimentos. Para ter o
direito garantido, porém, é preciso ficar atento: a norma
não vale para os demitidos e aposentados de empresas que pagaram
integralmente a mensalidade. Como contribuição, a norma
considera qualquer valor custeado pelo empregado. Além disso,
é preciso procurar a companhia em até 30 dias para que o
acordo seja fechado entre as partes.
O plano de saúde também será mantido para os
dependentes dos beneficiados e a norma garante a inclusão de
novo cônjuge ou filho no período de extensão.
Prestes a se aposentar, o assistente administrativo José
Degenaldo Araújo, 45 anos, comemorou as novas regras, que
garantirão a ele e a sua família usufruir do plano atual.
“No prazo certo, vou conversar com o meu patrão para
garantir a cobertura empresarial. Certamente gastarei menos do que se
eu fizer outro plano”, afirmou.
A diretora-adjunta de Norma e Habilitação dos Produtos da
ANS, Carla Soares, destacou que outra vantagem da
regulamentação publicada ontem prevê que,
após o prazo da extensão dos convênios, os
usuários poderão transferir o seu plano de saúde
para outra operadora. “Com a portabilidade, o beneficiário
poderá migrar para um plano individual ou coletivo por
adesão sem ter de cumprir novas carências, o que
também não era permitido por lei”, explicou.
Fique atento
Veja o que a regulamentação da Agência Nacional de Saúde determina
Direitos
Todos os trabalhadores demitidos sem justa causa ou que se aposentarem
podem pedir a extensão do plano de saúde. A regra vale
para todos
os planos contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à
Lei 9.656 de 1998.
Validade
Os profissionais dispensados poderão permanecer no plano de
saúde por um período mínimo de seis meses e
máximo de dois anos. Caso ingressem em um novo emprego, os
funcionários perdem o benefício. Já os aposentados
que pagaram por mais de dez anos podem manter o plano pelo tempo que
desejarem. Quando o período de contribuição for
inferior, cada ano de pagamento dará direito a um ano coberto
pelo plano coletivo depois da aposentadoria.
Condições
Para ter direito, os ex-empregados ou aposentados deverão ter
contribuído obrigatoriamente, durante o período
trabalhado, com parte do plano. Em ambos os casos, deverão
assumir integralmente a mensalidade. Quem foi demitido ou se aposentou
antes da vigência da norma, que valerá a partir de
fevereiro, também será beneficiado, pois a ANS
regulamentou um direito previsto na lei desde 1998.
Contribuição
A regra vale para os planos contratados a partir de 1999, mas as
contribuições feitas aos convênios antes desse ano
também valerão
para a contagem do benefício.
Dependentes
A norma garante que o demitido ou aposentado tem o direito de manter
os planos aos dependentes após o desligamento do trabalho.
Assegura também a inclusão de novo cônjuge ou
filhos no período posterior
à saída da empresa.
Ana Carolina Dinardo / Gabriel Caprioli
Publicação: 26/11/2011
Fonte: ANS
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Congresso tem 17 projetos parados de controle de repasse a ONGs
Enquanto os brasileiros se revoltam com a série de
denúncias sobre o desvio de recursos de ONGs beneficiadas com
recursos públicos, estão parados no Congresso 17 projetos
que estabeleceriam critérios mais rígidos para a
contração dessas entidades. A falta de controle é
assustadora, já que o governo federal já repassou neste
ano R$ 3,2 bilhões para essas organizações,
segundo dados do Portal da Transparência. Essa verba, capaz, por
exemplo, de completar as obras de ampliação de 11
aeroportos do País, foi destinada a entidades escolhidas por
critério de preferência, sem qualquer
seleção técnica ou concorrência.
Para tentar fechar a torneira e reduzir os danos políticos, com
a queda do ex-ministro Orlando Silva (Esporte) e as denúncias
contra o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o governo Dilma baixou uma
portaria no começo do mês regulamentando os
critérios para os convênios, além de estudar uma
Medida Provisória sobre o assunto. Enquanto isso, parlamentares
tentam tirar dos arquivos empoeirados do Congresso propostas que possam
conter possíveis farras com o dinheiro público.
A fiscalização dos gastos do Executivo são feitas
pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que recebe
prestações de contas anualmente, e pela
Controladoria-Geral da União (CGU), responsável por
auditorias e fiscalizações que verificam a
aplicação do dinheiro público. Como os
convênios dos ministérios com as ONGs eram escolhidos por
preferência, com aval quase exclusivo dos ministros, a
fiscalização ficava comprometida.
Com a portaria interministerial, a escolha passará a ser feita
por chamamento público, com critérios
pré-definidos, comprovação de que a ONG realiza
atividade semelhante há três anos e com a
divulgação dos critérios por meio de edital.
Também fica proibida a terceirização do
serviço a ser realizado, através da
subcontratação de outras ONGs e empresas privadas, como
vinha acontecendo, justamente onde vinham sendo identificadas as
irregularidades, segundo a CGU.
Apesar do fraco controle que existia até então, os
projetos de lei sobre ONGs estão parados nas gavetas das
comissões do Congresso. São aproximadamente 160 projetos
relativos aos temas de corrupção e improbidade
administrativa, sendo 17 sobre ONGs. "Quase todos parados, não
está havendo avanço", afirma deputado federal amazonense
que preside a Frente Parlamentar Mista de Combate à
Corrupção, Francisco Praciano (PT). Ele atribui a demora
à burocracia da Casa e a falta de interesse dos colegas
parlamentares.
"Eu desconfio que o perfil do Congresso não gosta muito da
natureza dessas leis. Lamento muito dizer, mas já estou
começando a desconfiar. Aqui tudo demora. Se não for uma
medida provisória ou se (o projeto) não estiver na crista
da onda, na imprensa, demora anos. Outro dia vi um projeto do Suplicy
(hoje senador, que atuou na Câmara até 1987) tramitando
nessa casa, de quando ele era deputado federal, há 20 anos",
afirma o deputado, que prevê que com a polêmica em torno
das ONGs, devem surgir novos projetos sobre o tema.
Um desses projetos, provavelmente o 18º, será o do
ex-governador de Santa Catarina e deputado federal Espiridião
Amin (PP-SC). Ele estuda propor a criação do
Código das ONGs, ideia inspirada na fala de Dilma de que
"existem ONGs e ONGs".
"O que estou pretendendo é uma coisa muito ambiciosa, uma
espécie de código das ONGs, que vai do cadastramento
até a classificação, com base em indicadores e
critérios", adianta. "Por exemplo: como é a
governança da ONG? É de uma família? De um
deputado? De um padre? Qual é o critério de
governança? Tem eleição? São sócios?
São todos da mesma família? De uma cidade? De um mesmo
bairro? São da mesma panela?", indaga o deputado ao explicar o
projeto.
Praciano diz que das 17 propostas em tramitação na
Câmara, 12 estão na Comissão de Seguridade Social e
Família (CSSF), algumas desde 2003, aguardando parecer do
relator ou indicação de relator. "Fizemos visitas em
todas as comissões que tinham essas pendências, mas na
comissão de seguridade, não houve nenhuma
reação", reclama.
Ele diz que entre os projetos em tramitação estão
a criação de cadastros de ONGs, estabelecimento de modelo
de seleção dessas entidades, obrigatoriedade de
licitação, entre outros. No entando, a falta de andamento
já faz com que o governo, pressionado pela opinião
pública, resolva tomar a frente com uma Medida
Provisória. "A Dilma já formou uma comissão que
está tratando do marco regulatório de ONGs, ou seja, essa
Casa, que reclama tanto das Medidas Provisórias, provavelmente,
vai receber mais uma, que nem seria necessária se esses projetos
fossem tramitados
Fonte: Noticias Terra.com.br
Data da Publicação: 20/11/2011
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Secretário do planejamento é recebido com protesto
O secretário de Recursos Humanos do Ministério do
Planejamento, Duvanier Paiva, teve uma dura recepção
durante sua visita ao campus da Universidade Federal do Pará
(UFPA), no bairro do Guamá. Ele chegou ao auditório
Benedito Nunes, na manhã de ontem, sob os gritos de protesto de
um grupo de servidores da UFPA.
Responsável pelo pessoal civil da União, o
secretário é tido pelos servidores federais da
área de educação como um dos responsáveis
pelo fim das negociações com o governo federal na
última greve. “O aumento salarial da classe estava
previsto no orçamento do próximo ano. Mas ele (Duvanier)
descartou a possibilidade de aumento antes de 2013”, afirma
Raimundo Pinheiro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores
Técnicos Administrativos das Universidades Federais do
Pará (Sindtifes).
Convidado pela reitoria para participar do Seminário de
Saúde do Trabalhador Público Federal - parte da
programação do dia do servidor público, comemorado
no dia 28 de outubro –, Duvanier veio apresentar a palestra
“Um novo olhar sobre as relações no trabalho do
servidor público federal”.
Os manifestantes ostentavam cartazes e faixas contrários
à política orçamentária do atual governo,
além de bandeiras da Central Única dos Trabalhadores
(CUT). As interrupções foram constantes durante o
discurso do secretário. “Criticas eu entendo, não
me sinto agredido. Sou do movimento sindical, nunca vou ser confundido
como aliado de governos neoliberais”, atentou Duvanier, fazendo
referência ao seu passado como um dos fundadores da CUT em
São Paulo. Desde junho de 2007, ocupa o cargo de
secretário de Recursos Humanos do Ministério do
Planejamento.
No último dia 6 de junho, servidores
técnico-administrativos da UFPA, da Universidade Federal Rural
da Amazônia (Ufra) e da Universidade Federal do Oeste do
Pará (Ufopa) entraram em greve reivindicando aumento no piso
salarial de pelo menos três salários mínimos. Os
servidores buscam também a abertura de concurso público,
além do reposicionamento dos aposentados no quadro de conquistas.
A paralisação durou 120 dias, mas terminou frustrada para
os servidores. Durante o período em que os servidores
permaneceram parados, o governo negou-se a estabelecer uma mesa de
negociação enquanto a categoria não retornasse ao
trabalho. (Diário do Pará)
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