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NOVEMBRO DE 2010
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INSTITUTO DOS ADVOGADOS BRASILEIROS CRITICA DECISÃO QUE PERMITE QUEBRA DE SIGILO
"A decisão parece constituir afronta ao princípio
constitucional que preserva o sigilo (artigo 5º da
Constituição Federal), previsão de que o Supremo
Tribunal é o guardião máximo”. A
opinião é de Fernando Fragoso, presidente do Instituto
dos Advogados Brasileiros, sobre o entendimento do Supremo Tribunal
Federal proferido na última quarta-feira (24/11).
Em nota, o IAB questionou a decisão da STF, que deu aval para
que a Receita Federal, sem prévia autorização
judicial, tenha acesso ao sigilo bancário de contribuintes
investigados. Por 6 votos a 4, o Plenário do Supremo cassou
liminar concedida em Ação Cautelar, pelo ministro Marco
Aurélio, que impedia a quebra de sigilo bancário da GVA
Indústria e Comércio pela Receita Federal. A cautelar
tinha o objetivo de dar efeito suspensivo ao Recurso
Extraordinário interposto na Corte pela própria empresa.
Para a entidade, a decisão é preocupante, "porque
autorizadora de acesso direto pela Receita Federal, às
movimentações financeiras de qualquer
contribuinte”. O IAB disse, ainda, que o entendimento afronta o
princípio constitucional que preserva o sigilo. "A sociedade
aguardava de sua Corte Constitucional a declaração de
inconstitucionalidade da Lei Complementar 105 de 2001, tema que
já deveria estar apreciado há vários anos”.
Leia a íntegra da nota do IAB:
É preocupante a decisão do Supremo Tribunal Federal na
Ação Cautelar 33, tomada em sessão plenária
de 24 de novembro de 2010, porque autorizadora de acesso direto pela
Receita Federal, às movimentações financeiras de
qualquer contribuinte.
Segundo noticiário da própria Corte, uma apertada maioria
de Srs. Ministros deliberou que os agentes da Receita Federal podem
requisitar informações sobre atividades e
movimentações financeiras, sem necessidade de
sujeição da sua pretensão a uma autoridade
judiciária.
A decisão parece constituir afronta ao principio constitucional
que preserva o sigilo (artigo 5º da
Constituição Federal), previsão de que o Supremo
Tribunal é o guardião máximo. A sociedade
aguardava de sua Corte Constitucional a declaração de
inconstitucionalidade da Lei Complementar 105 de 2001, tema que
já deveria estar apreciado há vários anos.
Com a decisão, restaria indagar: se o Estado pode invadir
livremente a privacidade financeira de um cidadão, há que
se falar, ainda, em sigilo constitucional?
Fernando Fragoso
Presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros
Data da publicação: 30/11/2010 |
Governo mantém previsão do mínimo em R$ 540
Ministro altera Orçamento e admite que trabalha com valor negociado pelo Congresso
O ministro Paulo Bernardo, do Planejamento, apresentou nesta
terça-feira (16) a proposta atualizada da lei
orçamentária para 2011. De acordo com o documento, o
salário mínimo teria uma redução em
relação ao que foi apresentado pelo próprio
ministro em agosto. Em vez dos R$ 538,18 apresentados anteriormente, o
novo mínimo seria de R$ 536,88.
No entanto, o ministro admitiu que a mudança é puramente
contábil e só foi feita porque o governo trabalha com
números em relação ao Orçamento mais
desatualizados que o Congresso. Paulo Bernardo disse que o Executivo
já trabalha com o valor do mínimo de R$ 540 para o ano
que vem.
- Trabalhamos com dados que tínhamos disponíveis
até junho, julho. O Congresso trabalha com dados mais
atualizados. Agora, em relação ao salário
mínimo, todo ano ele é arredondado. Vamos trabalhar com
R$ 540 para o ano que vem.
Ainda de acordo com a nova proposta apresentada pelo ministro, o PIB
(Produto Interno Bruto) - a soma de todas as riquezas produzidas no
país - teria um aumento de R$ 3,892 trilhões para R$
3,927 trilhões no ano que vem, gerando um crescimento de 5,5%.
Oposição pressiona governo no Congresso
O documento traz, ainda, novas projeções para a economia
em 2010. Segundo Paulo Bernardo, a inflação deve diminuir
de 5,2% para 5,1% em 2010 e o dólar deve ver a
cotação cair ainda mais, fechando em R$ 1,76.
O PIB também foi alterado de R$ 3,524 trilhões para R$
3,548 trilhões. Isso significa que o crescimento da economia
deve saltar de 6,5% para 7,5%. Esse índice vai influenciar
diretamente no cálculo do reajuste do salário
mínimo de 2012.
CPMF
Paulo Bernardo mostrou irritação quando questionado por
membros da Comissão Mista de Orçamento do Congresso sobre
a possível recriação da CPMF, que desta vez teria
o nome de CSS (Contribuição Social para a Saúde) e
seria integralmente destinada à área.
O ministro afirmou que “está cansado” de ouvir
pedidos de mais recursos para a saúde, mas que não
há propostas realistas de onde o dinheiro poderia sair. Para
ele, o Congresso tem a responsabilidade de mostrar o caminho para
solucionar o problema.
- A discussão é se queremos mais dinheiro para a
saúde ou não. Se acharmos que o dinheiro está bom
e precisamos melhorar apenas a gestão, vamos trabalhar nesse
sentido. Agora, se tiver de colocar dinheiro, aí tem de dizer de
onde vai sair. Não dá para dizer que vai colocar dinheiro
sem dizer a fonte. Se a sociedade achar que os recursos que
estão na saúde são suficientes e que não
dá para criar mais imposto, tudo bem. A bola está com o
Congresso.
Mantendo o estilo direto, Paulo Bernardo acabou afirmando que
deverá cortar dinheiro para investimentos no PAC (Programa de
Aceleração do Crescimento) e no programa Minha Casa,
Minha Vida.
- Vamos ter de cortar alguma coisa. A vítima imediata,
geralmente, é investimento. Temos R$ 44 bilhões para os
programas, mas fatalmente eles sofrerão. Isso significa trocar
investimento por despesa. Temos de trabalhar diferente, para manter
baixo o crescimento das despesas. É muito provável que o
novo governo, ao assumir, tenha de fazer isso.
Gustavo Gantois, do R7, em Brasília
Data da Publicação: 16/11/2010
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ELEITA A NOVA DIRETORIA DA ASPLAF BIÊNIO 2010/2012
A
Diretoria da ASPLAF, agradece todos associados que dispensaram
seu precioso tempo ao comparecer à assembléia para
eleição da nova diretoria, estiveram presentes
representantes de São José do Rio Preto, Catanduva,
Campinas e São Paulo. Agradecemos também a
presença do Consultor Legislativo Dr. Wlamir L. M. Campos, onde
esteve explanando os trabalhos da UNASLAF, junto ao Judiciario ,
Legislativo e Executivo, vários assuntos foram abordados.
veja a nova composição aqui..

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