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MARÇO DE 2010
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Plenário tem pauta trancada por oito medidas provisórias
A MP mais complexa é a que concede quase R$ 3 bilhões em
incentivos fiscais para diversos setores, como o aeronáutico.
Outras duas MPs em pauta reajustam benefícios
previdenciários e o salário mínimo.
A pauta das sessões ordinárias do Plenário
está trancada por oito medidas provisórias. A mais
complexa é a MP 472/09, que concede incentivos fiscais a
diversos setores da economia. O relator Marcelo Ortiz (PV-SP) já
apresentou um projeto de lei de conversãoQuando é
alterada pelo relator, a medida provisória passa a tramitar como
projeto de lei de conversão. O projeto recebe esse nome por ter
o objetivo de converter a medida provisória em lei. Quando
não é alterada, a MP não muda de nome durante a
tramitação. As alterações feitas à
MP são submetidas ao presidente da República, que tem
poder de veto. para a matéria. Nas sessões
extraordinárias, que ainda não têm uma pauta
definida, os deputados poderão votar projetos prioritários escolhidos pelos líderes.
O custo dos benefícios dados pela MP 472/09 é estimado
pelo governo em cerca de R$ 3 bilhões em 2010. Um dos principais
pontos é a suspensão de tributos para a
construção de refinarias e indústrias
petroquímicas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
No caso de materiais de construção e de bens de
informática, o relator limita a concessão do
benefício aos produtos que não possuem similares no
mercado nacional.
Previdência Social
Uma MP que deve provocar muitos debates é a 475/09, que reajusta
em 6,14% os benefícios da Previdência acima de um
salário mínimo. O percentual vale a partir de 1º de
janeiro de 2010 e corresponde ao INPCMede a variação de
preços da cesta de consumo das famílias de baixa renda,
com salário de um a seis mínimos, entre os dias 1º e
30 do mês de referência. Abrange nove regiões
metropolitanas do País (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo
Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, Porto Alegre e
Curitiba), além do município de Goiânia e de
Brasília. O índice é calculado pelo IBGE desde
1979 e é muito utilizado como parâmetro para reajustar
salários em negociações trabalhistas. mais
aumento real de 2,518%, equivalente a metade da variação
positiva do PIBIndicador que mede a produção total de
bens e serviços finais de um país, levando em conta
três grupos principais: - agropecuária, formado por
agricultura extrativa vegetal e pecuária; - indústria,
que engloba áreas extrativa mineral, de
transformação, serviços industriais de utilidade
pública e construção civil; e - serviços,
que incluem comércio, transporte, comunicação,
serviços da administração pública e outros.
A partir de uma comparação entre a produção
de um ano e do anterior, encontra-se a variação anual do
PIB. em 2008.
No ano passado, os partidos de oposição
obstruíramRecurso utilizado por parlamentares em determinadas
ocasiões para impedir o prosseguimento dos trabalhos e ganhar
tempo. Em geral, os mecanismos utilizados são pronunciamentos,
pedidos de adiamento da discussão e da votação,
formulação de questões de ordem, saída do
plenário para evitar quorum ou a simples
manifestação de obstrução, pelo
líder, o que faz com que a presença dos seus liderados
deixe de ser computada para efeito de quorum. as
votações em plenário defendendo a
votação do PL 1/07,
ao qual foi incorporada emenda do Senado que dá, a todos os
aposentados pela Previdência, reajuste igual ao do salário
mínimo (INPC mais variação integral do PIB).
Salário mínimo
O salário mínimo também está em pauta. A MP 474/09
aumenta o valor de R$ 465 para R$ 510 a partir de 1º de janeiro
deste ano. O reajuste de 9,67% inclui a variação do INPC
de fevereiro a dezembro de 2009 e a variação do PIB de
2008.
Recicláveis
Outra MP que tranca a pauta é a 476/09.
Ela concede um crédito presumidoO crédito presumido do
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) foi instituído
pela Lei 9.363/96. O objetivo é ressarcir os exportadores do
pagamento das contribuições para o PIS/Pasep e a Cofins,
incidentes sobre as respectivas aquisições, no mercado
interno, de matérias-primas, produtos intermediários e
material de embalagem, para utilização no processo
produtivo. O desconto nos impostos a serem pagos, chamado
crédito presumido, é calculado com base em uma estimativa
do lucro das empresas. de IPIImposto federal cobrado sobre
mercadorias industrializadas, estrangeiras e nacionais. O IPI é
um imposto seletivo, porque sua alíquota varia de acordo com a
essencialidade do produto, e não-cumulativo, ou seja, em cada
fase da operação é compensado o valor devido com o
montante cobrado anteriormente. às empresas que
usarem artigos recicláveis como matérias-primas na
fabricação de seus produtos. Esses itens deverão
ser adquiridos diretamente de cooperativas de catadores.
Um regulamento do Executivo definirá quais materiais podem gerar
o crédito presumido, que deve ser usado para abater o IPI a
pagar apenas dos produtos que contenham essa matéria-prima.
Orçamento de estatais
A quinta MP que tranca os trabalhos é a 477/09.
Ela concede crédito extraordinário de R$ 18,1
bilhões a ministérios e estatais no Orçamento de
2009, mas cancela outros R$ 14,6 bilhões, a maior parte de
investimentos.
Recursos próprios das empresas do governo da ordem de R$ 2,5
bilhões serão usados para compor o novo crédito.
Seguro habitacional
O seguro habitacional vinculado ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH) é extinto pela MP 478/09. O governo argumenta que poucos mutuários escolhem esse serviço.
A Caixa Econômica Federal será responsável por
administrar os seguros já feitos nessa modalidade até
dezembro de 2009, em lugar das seguradoras ou agentes do sistema
habitacional.
A MP também prevê um aporte de R$ 172 milhões, pela
União, ao Fundo de Desenvolvimento Social, com o objetivo de
financiar moradias para famílias de baixa renda organizadas em
cooperativas ou associações.
Carreiras do Executivo
A MP 479/09
faz mudanças em leis sobre carreiras da
administração pública federal, para corrigir
problemas surgidos quando foram vetadas partes de outras três
MPs. Ela aproveita o texto do PL 5918/09, ainda não votado pelo
Congresso.
Segundo o governo, o impacto orçamentário já
estava previsto no projeto e nas MPs, e o custo total das
mudanças será de aproximadamente R$ 31,7 milhões
em 2010 e nos próximos dois anos.
Repasse a municípios
A última MP que tranca os trabalhos é a 480/10,
que abre crédito extraordinário de R$ 1,37 bilhão
a vários ministérios. Desse total, um crédito de
R$ 384 milhões destina-se ao Fundo de Participação
dos Municípios (FPMTransferência constitucional da
União aos municípios, composta por 22,5% da
arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre
Produtos Industrializados. Para efeitos do FPM, os municípios
são divididos em 16 faixas populacionais; assim, cada um deles
recebe recursos proporcionais ao seu número de habitantes, de
acordo com cálculos feitos anualmente pelo IBGE.) para recompor
perdas ocorridas devido à queda de arrecadação de
tributos federais por causa da crise econômica. O FPM é
composto por uma parte desses tributos.
Ao Ministério da Integração Nacional, a MP concede
R$ 384 milhões para o atendimento a vítimas de desastres
naturais ocorridos no final de 2009 nas regiões Sul, Sudeste e
Nordeste.
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Fonte: Agência Câmara
Data da Publicação: 22/03/2010
ASSOCIADOS
QUE SE APOSENTARAM ATÉ 2003 PODEM IMPETRAR AÇÕES
JUDICIAIS VISANDO ASSEGURAR A MANUTENÇÃO DA
PERCEPÇÃO DOS 80 PONTOS DA GDASS
A UNASLAF informa aos
associados que se aposentaram até o ano de 2003 que os mesmos
podem entrar com ações judiciais visando assegurar a
manutenção da percepção dos 80 pontos da
GDASS paga aos servidores da ativa. Lembramos que hoje ao se
aposentarem os servidores passam a receber apenas 50 pontos, perdendo,
portanto, 30 pontos.
Estamos organizando essas ações que serão
impetradas em grupos de dez servidores. Daremos entradas nas
ações assim que recebermos as
documentações; ou seja, as ações
serão impetradas por ordem de chegada da
documentação.
Salientamos que essas ações são dos associados.
CLIQUE AQUI PARA ACESSAR MAIORES INFORMAÇÕES NA ÁREA RESTRITA DO NOSSO WEBSITE
Essa ação judicial é absolutamente justa e
necessária, pois a única certeza que temos é que
um dia todos os servidores serão aposentados.
É preciso assegurarmos os direitos e a dignidade dos nossos associados aposentados.
Solicitamos aos servidores da ativa que dentro do possível
informem os colegas aposentados sobre a possibilidade da propositura
dessa ação.
Data da Publicação: 15/03/2010
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Governo quer dar à Receita poder de juiz e de polícia sobre os contribuintes
Projeto prevê quebra de sigilo, penhora de bens e invasão
de domicílio pela Fazenda, sem passar pelo Judiciário
Após dez meses em hibernação na Câmara, os
deputados vão começar a discutir nas próximas
semanas um pacote tributário enviado pelo governo que promove
uma verdadeiro cerco aos contribuintes. No meio dos artigos para criar
novos mecanismos de cobrança das dívidas ativas e penhora
de bens, a Fazenda quer que seus fiscais ganhem poderes de
polícia, sem autorização judicial. Os fiscais
podem quebrar sigilo, penhorar bens e até arrombar portas de
empresas e casas sem autorização prévia do
Judiciário.
O pacote cria um sistema de investigação com acesso a
todos os dados financeiros e cadastros patrimoniais dos
cidadãos. A nova sistemática de cobrança
valerá tanto para a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional,
órgão responsável pela gestão da
dívida ativa da União, quanto para as similares nos
Estados e municípios. No limite, a penhora poderá ser
aplicada contra uma grande empresa ou contra um contribuinte-pessoa
física que tenha deixado de pagar o IPTU ou o IPVA. Na
prática, um oficial da Fazenda, mesmo sem
autorização de um juiz, pode arrestar uma casa ou um
carro para quitar uma dívida tributária com o
município.
As três propostas foram enviadas em abril do ano passado, mas
só agora começaram a ter tramitação efetiva
- no mês passado foi criada a comissão especial da
dívida ativa. O deputado Jurandil Juarez (PMDB-AP), que preside
a comissão, pretende organizar ao longo dos próximos
meses audiências públicas para discutir as propostas. O
deputado João Paulo Cunha (PT-SP) será o relator das
matérias.
A retomada das discussões não passou despercebida por
entidades empresariais, tributaristas e pela seção
paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que classificou as
medidas como abusivas e inconstitucionais. O Planalto alega que as
propostas são "indispensáveis" à
"modernização" da administração fiscal e
diz que está garantido aos contribuintes o princípio da
"ampla defesa".
A OAB-SP, entretanto, entende de outra forma. "O conjunto de
proposições choca pela forma contundente com que se
pretende transferir, sem a intermediação salutar e
constitucionalmente determinada do Poder Judiciário, e sem o
devido processo legal, patrimônio jurídico dos
particulares", afirmou a entidade em parecer entregue no mês
passado ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer
(PMDB-SP), logo após a criação de uma
comissão especial para discutir três dos quatro projetos
de lei.
Anteontem, o advogado-geral da União, Luis Adams, defendeu o
pacote de vigilância fiscal no Conselho Federal da OAB. Adams
disse aos advogados que as medidas são de interesse do Estado, e
não do governo, pois ajudam a defender a sociedade dos
sonegadores. As medidas, afirmou, ampliam o poder de
fiscalização do Estado. Ele admitiu que a pressão
administrativa da Fazenda e da Receita vão ajudar o contribuinte
a ficar mais em dia com o Fisco.
Para o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, o pacote tem "viés
autoritário" e "joga no lixo a presunção da
inocência que vale para todo o cidadão, tenha ou
não problemas com a Receita". As medidas, acrescentou,
"só são boas para o governo, que quer chegar o mais
rapidamente possível ao bolso do contribuinte, mesmo que
à custa da quebra de todos os paradigmas do processo
tributário".
Fonte: Estadão
Reportagem: Renato Andrade
Data da Publicação: 11/03/2010
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STF elege amanhã seu novo comando; Cezar Peluso deve assumir presidência
Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) elegem nesta
quarta-feira o novo comando da Corte que vai dirigir os trabalhos
até 2012. Único juiz de carreira do STF, o ministro Cezar
Peluso deve ser confirmado presidente, substituindo o ministro Gilmar
Mendes a partir de abril.
O vice-presidente será o ministro Carlos Ayres Britto, que
atualmente é presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Segundo o regimento interno do STF, são eleitos para a
presidência e vice-presidência os ministros mais antigos
que ainda não tenham ocupado os cargos.
Peluso é conhecido no meio jurídico por sua excessiva
discrição em relação à vida pessoal
e por votos técnicos em julgamentos no STF.
No ano passado, o ministro foi relator do pedido de
extradição do terrorista italiano Cesare Battisti. Peluso
fez duras críticas ao ex-ministro Tarso Genro (Justiça),
que concedeu refúgio político a Battisti. O caso
está nas mãos do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva.
O ministro foi indicado em julho de 2003 pelo presidente Lula para
ocupar uma vaga na Corte, com o aval do ex-ministro Márcio
Thomaz Bastos (Justiça).
Aos 66 anos, o próximo presidente da Suprema Corte nasceu em
Bragança Paulista, interior de São Paulo, e desde 1967
é juiz Estado de São Paulo. Na primeira instância,
ficou 14 anos e outros 21 anos na segunda instância.
Fonte: Folha/JL
Data da Publicação: 09/03/2010
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Partidos reclamam do TSE por vetar doações ocultas
Avaliação é que montante de doações
será reduzido, com um aumento das doações para
caixa 2
BRASÍLIA - Lideranças dos quatro maiores partidos
políticos _ PMDB, PT, PSDB e DEM _ reclamaram nesta
quarta-feira, 3, da resolução do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) que restringiu, para as eleições de
outubro, as chamadas doações ocultas, manobra utilizada
por empresas para destinar dinheiro a candidatos sem ter o nome
associado diretamente a eles.
Os partidos ficaram especialmente preocupados com a decisão do
TSE que vai obrigá-los a discriminar a origem e o destino dos
recursos repassados a candidatos e comitês financeiros durante a
campanha deste ano. Na prática, isso dificulta as
doações ocultas. A avaliação é que o
montante de doações de campanha será reduzido nas
próximas eleições, com um aumento das
doações para caixa 2.
"Acho essa resolução uma incoerência com a
própria decisão do TSE que fortaleceu os partidos
políticos, ao dizer que o mandato é dos partido. Agora o
Tribunal está fortalecendo a estrutura pessoal e diminuindo o
volume de financiamento da campanha", disse o presidente nacional do
DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ). "Sou contrário a qualquer tipo
de restrição à doação legal porque
isso sempre facilita a doação ilegal", observou o
presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). Para
ele, a resolução do TSE é "um tiro n'água".
"Ouvi muitas queixas", comentou o presidente do PMDB e da Câmara,
deputado Michel Temer (SP), ao alegar que ainda precisa estudar melhor
as medidas adotadas pelo Tribunal.
Relator da lei eleitoral na Câmara, o deputado
Flávio Dino (PC do B-MA) elogiou a resolução do
Tribunal. "Vai permitir o rastreamento da doação, fazendo
a ligação entre os doadores e os destinatários",
disse. "Essa resolução é uma
restrição desnecessária porque os partidos
são pessoas jurídicas de direito público.
Há muitos analistas que acham que a consequência
não intencional decisão serão as
contribuições não escrituradas de empresas",
afirmou o deputado Maurício Rands (PT-PE).
Certidão criminal
Já o pré-candidato à presidência pelo PSB, o
deputado Ciro Gomes (CE), criticou a resolução do
Tribunal que obriga os candidatos a apresentarem certidão
criminal digitalizada ao pedirem o registro de suas candidaturas.
"É a rendição da Justiça ao modo lusitano
de ser", ironizou Ciro Gomes. "Eu não tenho problema nenhum. Mas
vou ter de ir não sei onde para ter esse papel", completou. Ele
defendeu que a Justiça seja mais ágil no julgamento dos
casos. "Um adversário meu pode entrar com uma ação
contra mim e ela nunca ser julgada", observou o deputado. Ele fez
questão, no entanto, de ressaltar que não é alvo
de processo.
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Eugênia Lopes e Denise Madueño -
O Estado de S.Paulo |
| Data da Publicação: 03/02/2010 |
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