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MAIO DE 2010
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Câmara aprova projeto que institui vale-esporte ao trabalhador
SÃO PAULO - A Comissão de Trabalho, de
Administração e Serviço Público da
Câmara aprovou, na quarta-feira (26), o Projeto de Lei que
institui o vale-esporte, no valor de R$ 50 por mês, para os
trabalhadores que ganham até cinco salários
mínimos (atualmente, R$ 2.550).
Segundo informações da Agência Câmara, o PL
6531/09, do deputado Deley (PSC-RJ), determina que o vale tenha
caráter pessoal e seja intransferível. Ele será
oferecido por meio magnético para facilitar o acesso de
trabalhadores até essa faixa salarial aos variados eventos
esportivos.
Conforme a proposta, é proibida a conversão do
vale-esporte em dinheiro. O novo benefício terá o
funcionamento semelhante ao do vale-cultura, instituído em abril
deste ano. De acordo com a proposta, os contemplados receberão
ajuda mensal de R$ 50,00 para custear entradas de cinema, de teatro e
de outras atividades artísticas, assim como adquirir livros, CDs
e DVDs.
Benefícios em pró do esporte
De acordo com o PL, a empresa que fornecer o vale ao funcionário
poderá deduzir a despesa no Imposto de Renda da Pessoa
Jurídica (IRPJ) até o limite de 1% do tributo devido.
Para isso, ela poderá descontar até 10% do valor do
benefício (R$ 5 por mês) da remuneração do
empregado.
Fica determinada, também, a classificação do gasto
como despesa operacional para fins de apuração do IRPJ. A
redução no imposto valerá até a
declaração de 2014.
Na avaliação da relatora da proposta, deputada Manuela
D'ávila (PcdoB-RS), o esporte proporciona o bem físico e
mental. "O vale será um incentivo para democratizar, na medida
do possível, o acesso de todos os eventos esportivos", disse a
deputada.
Após o atendimento aos funcionários que ganham abaixo dos
cinco salários, poderão ter acesso ao vale os que
ganharem piso superior a cinco mínimos. No mais, o desconto na
renda será maior (20% a 90%, dependendo da
remuneração).
Obstrução
Conforme a disposição do PL, as empresas que aplicarem de
maneira errônea o benefício do vale-esporte estarão
sujeitas a punições como o cancelamento do certificado de
inscrição no programa, proibição de
contratar com a administração pública pelo
período de até dois anos, aplicação de
multa correspondente a duas vezes o valor da vantagem recebida
indevidamente, entre outras.
O projeto seguirá para votação em caráter
conclusivo nas comissões de Turismo e Desporto; de
Finanças e Tributação; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: InfoMoney
Data da Publicação: 27/05/2010 |
Projeto na Câmara define o que é vida humana
Após acaloradas discussões que duraram quatro horas, a
Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara
aprovou na última quarta um projeto de lei conhecido como
Estatuto do Nascituro. Entende-se por nascituro o ser humano concebido,
mas ainda não nascido.
1 em cada 7 brasileiras de 18 a 39 anos já fez aborto
O conceito inclui, inclusive, embriões produzidos por
fertilização in vitro ainda não transferidos para
o útero.
O projeto ainda precisa passar pelas comissões de
Finanças e de Constituição e Justiça.
Só depois será votado no plenário da Casa.
Posteriormente, será analisado pelo Senado.
O projeto vem causando um grande alvoroço porque as entidades
que defendem a descriminalização do aborto entendem que
ele, ao definir a vida humana começa já na
concepção, eliminaria a hipótese de aborto em
qualquer caso, inclusive naqueles autorizados pelo Código Penal
-estupro ou risco de vida para a mãe.
Mas, na quarta, a deputada relatora Solange Almeida (PMDB-RJ) elaborou
uma complementação de voto para ressaltar que o texto
aprovado não altera o Código Penal.
No entanto, o artigo 12 do substitutivo diz que "é vedado ao
Estado ou a particulares causar dano ao nascituro em razão de
ato cometido por qualquer de seus genitores".
No caso de estupro, o substitutivo garante assistência
pré-natal, com acompanhamento psicológico para a
mãe, e o direito de a criança ser encaminhado à
adoção, caso a mãe concorde. "Identificado o
genitor do nascituro ou da criança já nascida, este
será responsável por pensão alimentícia e,
caso ele não seja identificado, o Estado será
responsável pela pensão", diz o projeto.
Ao nascituro com deficiência o projeto assegura "todos os
métodos terapêuticos e profiláticos existentes para
reparar ou minimizar sua deficiência, haja ou não
expectativa de sobrevida extra-uterina".
O projeto é visto como "total retrocesso" pelos grupos que apoiam a descriminalização do aborto.
Fonte: Folha.com
Data da Publicação: 22/05/2010
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Os deputados federais
votaram na noite desta terça-feira (4) pelo reajuste de 7,72%
para os aposentados e pensionistas que recebem acima de um
salário mínimo.
O texto aprovado substitui o do relator da medida provisória (MP
475), o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), que estabelecia um
reajuste de 7%, apenas para o ano de 2010, o que equivale a 80% da
variação do PIB mais inflação.
A proposta de Vaccarezza aumentava a oferta do Executivo, que previa um
reajuste de 6,14% (aumento de 50% do PIB mais a inflação,
com base no INPC – Índice Nacional de Preços ao
Consumidor, calculado pelo IBGE). O índice proposto pelo governo
representava um gasto de R$ 6,7 bilhões por ano para a
Previdência.
Toda a votação gerou polêmica entre os
parlamentares da Câmara e do Senado, além dos ministros da
área econômica. O ministro do Planejamento, Paulo
Bernardo, afirmou nesta terça-feira que o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva não hesitaria em vetar
“índices exorbitantes”. Outra discussão
levantada com o projeto é o uso político da
votação em ano eleitoral como forma de angariar votos da
categoria beneficiada.
"Chegamos não a um número cabalístico, não
a um número qualquer. Chegamos a um cálculo que a
Previdência possa aguentar", argumentou Vaccarezza.
Além do reajuste, os parlamentares aprovaram a emenda do
deputado Fernando Coruja (PPS-RJ) que extingue o fator
previdenciário a partir de janeiro de 2011. O fator, criado no
governo Fernando Henrique Cardoso para reduzir o valor dos
benefícios de quem se aposenta mais cedo, é uma
fórmula utilizada para o cálculo do benefício, que
se aplica aos trabalhadores do setor privado e público, regidos
pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).
A proposta segue agora para o Senado e deve ser sancionada ou vetada pelo presidente da República.
*Com informações da agência Reuters
Data da Publicação: 04/05/2010 |
Relator propõe reajuste unificado de 7% para aposentadorias
Cândido Vaccarezza desiste de aumento escalonado. Governo insiste
no índice de 6,14%, mas deputados continuam defendendo um
reajuste de 7,7%. Análise da MP foi transferida para a pauta do
Plenário desta quarta-feira, e deputados também
votarão emenda que acaba com o fator previdenciário.
Vaccarezza: "Se o governo perder, vai ver o que fazer".Os
líderes partidários não chegaram a um acordo nesta
terça-feira sobre o reajuste no valor das aposentadorias
superiores a um salário mínimo, previsto na Medida
Provisória 475/09. O relator da proposta e líder do
governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP),
disse que vai propor um reajuste unificado de 7% (sem escalonamento).
O relator afirma que a expectativa é que a votação
em plenário ocorra no máximo até esta quarta-feira
(28) à noite. "Chova ou faça sol, nós vamos votar
nesta semana."
A MP estava na pauta do Plenário desta terça-feira, mas
foi transferida para o dia seguinte depois que o deputado José
Genoíno (PT-SP), em substituição a Vaccarezza,
pediu prazo de uma sessão para apresentação do
relatório.
Durante a sessão desta terça-feira do Plenário,
também foi aprovado um recurso do PPS para permitir que uma
emenda apresentada pelo líder Fernando Coruja (SC) à MP
475/09 possa ser analisada junto com a proposta. A emenda acaba com o
fator previdenciárioO fator previdenciário atinge apenas
as aposentadorias do regime do Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS), ao qual são vinculados trabalhadores do setor privado e
servidores públicos regidos pela Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT). Hoje, a aposentadoria por tempo de
contribuição pode ser requerida após 35 anos de
contribuição para homens, ou 30 para mulheres. O valor da
aposentadoria resulta do cálculo das médias dos maiores
salários de contribuição a partir de julho de 1994
– entram no cálculo apenas os 8 maiores em cada 10
salários de contribuição. O valor da média
obtida por essa conta deve ser multiplicado, então, pelo fator
previdenciário — calculado com base na alíquota de
contribuição, na idade do trabalhador, no tempo de
contribuição e na expectativa de vida. A expressão
salário de contribuição não é um
equivalente perfeito de salário, porque os segurados com um
salário maior que o teto da Previdência terão um
salário de contribuição limitado a esse
último valor. a partir de 1º de janeiro de 2011 e havia
sido indeferida preliminarmente pelo presidente da Câmara, Michel
Temer, para quem o tema da emenda é diferente do da MP.
Posição do governo
Segundo Vaccarezza, o governo se mantém na defesa da sua
proposta inicial (6,14%). "O Congresso continua sem se entender.
Nós vamos debater e quero vencer com 7%. Se perdermos, o governo
vai ver o que vai fazer", afirmou o líder.
Vaccarezza destacou ainda que considera o reajuste de 7,7% (proposto
pelas centrais sindicais) "um número cabalístico sem
pé nem cabeça". Segundo ele, a proposta de reajuste de 7%
foi amplamente debatida com a área econômica, com o
ministro da Fazenda e com o ministro da Previdência e é
considerada viável do ponto de vista das contas públicas.
O líder do governo recuou em relação à
proposta de índices escalonados, conforme o valor da
aposentadoria. De acordo com essa proposta, os reajustes seriam de 7,7%
para quem ganhasse até três salários mínimos
e de 6,14% para quem ganhasse acima desse valor.
Pressão aumenta
A expectativa de votar a MP nesta semana aumenta a pressão sobre
o deputado Cândido Vaccarezza. Os aposentados e pensionistas
ligados à Força Sindical e CUT organizam um corpo-a-corpo
para sensibilizar os parlamentares a favor do percentual de 7,7%.
No comando do movimento, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP),
presidente da Força Sindical, acredita que a pressão de
um ano eleitoral vai permitir a aprovação da aposta mais
alta, que corresponde à recomposição da
inflação mais 80% do Produto Interno Bruto (PIB).
"Como o Congresso é contra o povo por natureza, só vota
em ano eleitoral as coisas do povo, então ainda bem que tem
eleição e por isso nós temos que pressionar e
aproveitar o ano eleitoral para votar", diz o parlamentar. Paulo
Pereira afirma que o líder governista Cândido Vaccarezza
está isolado dentro da base aliada com a
manutenção da proposta de 7% de reajuste, como
prevê em seu relatório.
Concordância do governo
No entanto, o líder do PT, deputado Fernando Ferro (PE), nega
que o partido esteja isolado, e acredita que o avanço acima dos
6,14% foi feito com a concordância do próprio governo.
"Existe uma preocupação numa tentativa de nos isolar na
votação dessa matéria. Nós não
ficaremos isolados até porque fomos nós que promovemos
essa conquista, convencendo o governo e apresentando uma
proposta”, diz Ferro.
Na avaliação do parlamentar, “o melhor é
iniciar um processo de recuperação gradativa dos
salários dentro dessa possibilidade do Estado, até porque
nesse governo os aposentados não tiveram perdas."
* Matéria atualizada às 20h01.
Reportagem - Keila Santana e Eduardo Piovesan
Edição - Murilo Souza
Fonte: Agência Câmara |
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