_________________Notícias_________________
MARÇO DE 2009




Nos bastidores, Sarney já avalia deixar o cargo
O governo recebeu informações de que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), já avalia que sua sobrevivência política pode depender de seu afastamento do cargo. Alvejado por denúncias que vão da contratação de aliados e parentes por atos secretos a desvio de dinheiro destinado pela Petrobras à Fundação Sarney para empresas fantasmas, o senador disse, em conversas reservadas, que não pretende suportar calado o ataque à sua honra.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff - pré-candidata do PT ao Planalto, em 2010 -, estão preocupados com a reação de Sarney. Temem que ele não resista ao bombardeio e decida renunciar, para não correr risco de cassação, antes de um acordo entre o PMDB e o PT. O pior cenário para o governo é ver o Senado em guerra e sob comando da oposição, mesmo que por poucos dias, em plena Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.


Sarney poderá optar pelo caminho seguido por Renan Calheiros (PMDB-AL), que em 2007 renunciou à presidência da Casa para fugir da cassação, se concluir que a permanência no cargo contribuirá para piorar a situação de seu filho, o empresário Fernando Sarney. Investigado pela Polícia Federal (PF) na Operação Boi Barrica, Fernando foi indiciado em quatro crimes: tráfico de influência, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e falsidade ideológica.


O presidente do Senado se queixou com Lula dos vazamentos de diálogos gravados pela PF. "Eu acho que o senador tem razão de reclamar porque ocorreu aí uma divulgação dolosa, fora da Polícia Federal, quando foi aberto o segredo de Justiça", amenizou o ministro da Justiça, Tarso Genro. Aliado de Sarney, o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) afirmou que não haverá renúncia. "Se Sarney tiver de renunciar, o Senado vai virar a terra dos suplentes porque está todo mundo contaminado", disse ele, que também é suplente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Data da Publicação:  29/07/2009

MANTEGA DEVE ANUNCIAR VALDIR SIMÃO, DO INSS, COMO SECRETÁRIO DA RECEITA

Ao retornar de suas férias, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deverá anunciar o nome do novo secretário da Receita Federal. Segundo técnicos do governo, o preferido por Mantega para substituir o interino Otacílio Cartaxo é o atual presidente do INSS, Valdir Simão. Os técnicos do Fisco já estão trabalhando a todo vapor para preparar documentos e relatórios que serão apresentados ao novo comandante da Receita.

Muito ligado ao secretárioexecutivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado, Simão é considerado um técnico preparado para comandar o Fisco.Seu nome já era um dos quatro que estava sobre a mesa de Mantega para substituir a secretária Lina Vieira, demitida do cargo na semana retrasada. Ministro tem pressa por causa da CPI da Petrobras No entanto, a demissão de Lina — antecipada pelo GLOBO no dia 11 de julho — acabou sendo conturbada. Mantega demorou quatro dias para confirmar a saída da secretária.

Nesse período, os superintendentes das dez regiões fiscais — sete deles nomeados por Lina — saíram em apoio a ela e começaram a pressionar Mantega. Para que não houvesse uma demissão em massa nas regiões fiscais, eles demandaram que o sucessor não viesse da antiga equipe da Receita, comandada por Jorge Rachid.

Os superintendentes também relutavam em aceitar ser comandados por alguém oriundo da Previdência Social, que seria o caso de Valdir Simão. Embora as secretarias da Receita Federal e da Receita Previdenciária tenham sido unificadas em 2007, os técnicos das duas áreas não se entendem por questões corporativas.

Os funcionários da Receita Previdenciária que passaram a integrar o corpo técnico da Receita Federal do Brasil já pediram, por exemplo, para retornar ao INSS. Eles têm agora mais atribuições, mas ganham salários menores do que os auditores que vieram do Fisco. Diante desse quadro, Mantega preferiu nomear Cartaxo — que era secretário-adjunto de Lina — interinamente até que os ânimos se acalmassem.A pressa de Mantega em anunciar a troca definitiva no Fisco vem da preocupação da Fazenda com a retomada dos trabalhos do Congresso no início de agosto, quando a CPI da Petrobras deve trabalhar intensamente.

O ministro quer deixar a Receita preparada para atender a eventuais demandas dos parlamentares. A Petrobras fez compensações bilionárias de tributos por meio de uma mudança em seu regime tributário, que o corpo técnico da Receita considera sem respaldo legal. A forma como a Receita tratou o caso Petrobras foi uma das motivações da saída de Lina. Pela nova regra para a poupança, será descontado Imposto de Renda do rendimento sobre o valor que exceder R$ 50 mil. Entretanto, o governo ainda não enviou a proposta de mudança para análise do Congresso Nacional.

Os fundos de investimento já estão sofrendo com a migração de recursos, e os bancos já anunciaram mudanças na cobrança das taxas de administração. Somente no mês passado, a captação líquida total da poupança ficou em mais de R$ 2 bilhões, enquanto os fundos DI perdem patrimônio.

(Fonte: "O Globo")


Data da Publicação: 27/07/2009
Fonte: UNASLAF


Auditores fiscais divulgam manifesto a favor de secretária da Receita demitida




Auditores da Receita Federal divulgaram nesta quinta-feira (23/7), no Rio de Janeiro, um manifesto em defesa da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, demitida no último dia 17. O documento foi entregue ao superintendente adjunto da Região Fiscal do Rio de Janeiro, José Carlos Sabino Alves.


Saiba mais...
Diário Oficial publica exoneração de Lina Vieira da Receita Federal Receita Federal oficializa demissão de Lina Maria Vieira
O manifesto é referendado por 38 delegacias do Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Unafisco) e por sete sindicatos estaduais. Os auditores afirmam que Lina Vieira foi um dos nomes indicados pelo Unafisco para comandar a Secretaria da Receita Federal e, por isso, tem "legitimidade de seus pares" para exercer o cargo.

Os auditores pedem, ainda, que a Receita atue com independência. O cargo de secretário da Receita Federal está ocupado, interinamente, por Otacílio Dantas Cartaxo.

Fonte:Agência Brasil
Publicação: 23/07/2009 18:06 Atualização: 23/07/2009 18:30




Lula baixa decreto para coibir nepotismo no Executivo

Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado hoje no Diário Oficial da União obriga os ministros de Estado e ocupantes de altos cargos comissionados a declararem, no prazo de 60 dias, se têm parentesco com alguém no Executivo Federal que ocupe cargo em comissão ou de confiança ou como estagiário, funcionário terceirizado ou consultor de organismo internacional que preste serviço para o órgão em que o agente trabalhe. O objetivo do governo é criar uma regra própria para coibir a contratação de parentes no Executivo Federal.


As declarações dos ministros e ocupantes de altos cargos comissionados serão depois cruzadas pela Controladoria-Geral da União (CGU) com o banco de dados do Executivo, na tentativa de identificar casos de nepotismo. Feito o mapeamento de parentesco consanguíneo ou por afinidade dos ministros e de ocupantes de cargos de confiança, o governo poderá exigir a mesma declaração dos demais servidores. Aqueles que prestarem informações ou se recusarem a revelar se têm ou não parentes nessas condições deverão responder a processo administrativo disciplinar.


Integrantes do governo afirmam que a súmula vinculante aprovada no ano passado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o nepotismo é vaga e precisa ser reformulada. Sem essa alteração, dizem, há dificuldades para aplicá-la. "O poder Executivo quer, com esse decreto, normatizar a questão do nepotismo. Como as normas da súmula são insuficientes, porque são bastante amplas, nós propusemos fazer um mapeamento da situação atual e, por um segundo decreto, determinar o que será feito", afirmou o ministro da CGU, Jorge Hage. "Quando o caso for claro, ofensiva à súmula, a solução será imediata. Os casos que fiquem nessa zona nebulosa ficariam para um segundo decreto", explicou.




 
www.asplaf.org.br