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_________________Notícias_________________
FEVEREIRO DE 2010
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Câmara descarta envolvimento de deputados em fraude
'Somente se constatou participação de funcionários
durante as investigações', declarou presidência em
nota
BRASÍLIA - A presidência da Câmara dos Deputados
divulgou nota nesta tarde, 25, descartando a participação
de parlamentares em ações fraudulentas para recebimento
de benefícios. Mais cedo, o presidente da Câmara, Michel
Temer (PMDB-SP), admitiu que a Polícia Legislativa identificou
"uma verdadeira quadrilha" que atuava na Casa.
A nota diz que "não há, em nenhum dos
inquéritos instaurados pelo Departamento da Polícia
Legislativa, qualquer indício, por menor que seja, de
envolvimento de parlamentar. Somente se constatou
participação de funcionários durante as
apurações".
Além disso, segundo a nota, os deputados que tinham em seus
gabinetes nomes envolvidos nas investigações demitiram os
funcionários assim que foram comunicados dos fatos. Esses
funcionários teriam fraudado informações para o
recebimento irregular de auxílio-creche e do vale-transporte.
Segundo informações da Agência Câmara, Temer
informou, pela manhã, que a Câmara já tomou e
continua tomando providências contra os funcionários
envolvidos nas fraudes e que 15 ou 16 inquéritos já
concluídos pela Polícia Legislativa foram enviados para o
Ministério Público Federal.
Fonte: Agência Estado
Data da Publicação: 25/02/2010
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Projeto proíbe recusa de pagamentos em cheques ou cartões
A Câmara analisa o Projeto de Lei 6692/09, que proíbe a
recusa do pagamento de produtos ou serviços com cheques sem
restrição bancária, com cartão de
crédito ou de débito. A proposta, do deputado
Capitão Assumção (PSB-ES), altera o Código
de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90).
O autor do projeto destaca que o texto não proíbe a
recusa de cheques com restrições na praça, mas
impede práticas como a recusa de cheques de contas abertas
há pouco tempo e restrições quanto a bancos, por
exemplo.
Inconstitucional
Para Capitão Assumção, a recusa dos cheques ou
cartões como forma de pagamento é inconstitucional, pois
a Constituição não determina que o consumidor seja
obrigado a pagar somente em dinheiro.
No entanto, ele ressalta que a legislação não
impede que o empresário negue o recebimento, contanto que o
faça de forma clara e em local visível ao consumidor. "A
proposta tenta impedir práticas abusivas como
restrições a determinadas bandeiras de cartões de
crédito ou débito e a limitação de valores
aceitos", explica.
Tramitação
O projeto terá análise conclusivaRito de
tramitação pelo qual o projeto não precisa ser
votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas
para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em
duas situações: - se houver parecer divergente entre as
comissões (rejeição por uma,
aprovação por outra); - se, depois de aprovado pelas
comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51
deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará
ser votado pelo Plenário. das comissões de Defesa do
Consumidor; e de Constituição e Justiça e de
Cidadania.
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Reportagem - Adriana Resende/NA
Colaboração - Laís Braz
Lula envia ao Congresso projeto para punir empresa envolvida com corrupção. Multas podem chegar a 30% do faturamento bruto das empresas.
Projeto prevê até extinção da pessoa jurídica em caso de irregularidade
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou nesta
segunda-feira (8) ao Congresso Nacional projeto de lei que prevê
punições financeiras e cíveis a empresas
envolvidas em corrupção. Segundo o ministro da
Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, atualmente o
país dispõe de poucos mecanismos para coibir os
corruptores e os dispositivos legais não atingem o caixa de
empresas inidôneas.
“O projeto vai permitir que se alcance o patrimônio dessas
empresas para punir o corruptor. Hoje não temos mecanismos para
isso. A punição fica restrita a incluir a empresa no
cadastro de idoneidade. Outro caminho é pela lei da improbidade
administrativa, mas esse caminho é longo e penoso. Fora isso,
temos a punição do código penal que serve para as
pessoas físicas. Não dá para colocar na cadeia as
pessoas jurídicas”, disse Hage.
Na proposta do governo, a pessoa jurídica responderá
objetivamente, nas esferas administrativa e cível, pelos atos de
corrupção que cometer, em seu interesse ou
benefício, contra a administração pública.
O patrimônio da empresa poderá ser atingido para efeito de
ressarcimento dos prejuízos causados.
As boas empresas são interessadas na aprovação
desse tipo de lei porque valoriza sua imagem, mas não sei se o
projeto será aprovado neste ano, já que faltam pouco mais
de quatro meses para o início das eleições"
Entre as novas punições previstas estão multa de
1% a 30% do faturamento bruto, impedimento de receber benefícios
fiscais, suspensão parcial de atividades ou mesmo
extinção da empresa, dependendo da gravidade do
ilícito praticado. Atualmente, a principal sanção
aplicável às pessoas jurídicas é a
declaração de inidoneidade, que proíbe a empresa
de participar de licitação e de manter contratos com a
administração pública.
Segundo Hage, a punição máxima sobre o faturamento
(30%) só será aplicada em casos extremos. Ele disse ainda
que, em valores absolutos, as multas devem variar entre R$ 6 mil e R$ 6
milhões. “Apenas em casos extremos a punição
pode chegar a 30% do faturamento. Normalmente, a Justiça aplica
multas de, no máximo, 10% do faturamento como penhora”,
explicou.
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O projeto vai permitir que se alcance o patrimônio dessas
empresas para punir o corruptor. Hoje não temos mecanismos para
isso. A punição fica restrita a incluir a empresa no
cadastro de idoneidade. Outro caminho é pela lei da improbidade
administrativa, mas esse caminho é longo e penoso. Fora isso,
temos a punição do código penal que serve para as
pessoas físicas. Não dá para colocar na cadeia as
pessoas jurídicas
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A extinção da empresa só deve ocorrer quando for
constatada que seus proprietários a usavam como "laranja" para
manter esquemas de corrupção.
Questionado se a lei se aplicaria a casos antigos de
corrupção em licitações e contratos, Hage
explicou que a proposta só terá eficácia depois de
aprovada e, portanto, não poderá retroagir para punir
corruptores.
Ele disse ainda que acha difícil a aprovação do
projeto neste ano por conta do calendário eleitoral. “As
boas empresas são interessadas na aprovação desse
tipo de lei porque valoriza sua imagem, mas não sei se o projeto
será aprovado neste ano, já que faltam pouco mais de
quatro meses para o início das eleições”,
avaliou.
Segundo o ministro, se o projeto já fosse lei muitas das
empresas inscritas no cadastro de idoneidade da CGU teriam que
restituir valores ao Estado e multas elevadas.
Jeferson Ribeiro
Do G1, em Brasília
Data da Publicação: 08/02/2010
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Data da Publicação: 03/02/2010
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