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_________________Notícias_________________
MARÇO DE 2009
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Lula cobra provas de Lina contra Dilma
Para presidente, bastaria ex-secretária apresentar agenda para comprovar se teve -ou não- encontro com Dilma
SÃO PAULO - Em coletiva de imprensa ao lado do presidente do
México, Felipe Calderón, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva criticou nesta segunda-feira, 17, a ida da
ex-secretária da Fazenda Lina Vieira à Comissão de
Constituição e Justiça do Senado.
Lina foi convidada pela CCJ depois de declarar, na semana
passada, ter sido pressionada, antes de deixar o comando da Receita,
pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a "agilizar" as
investigações que o órgão conduzia sobre as
movimentações financeiras de empresas ligadas à
família Sarney. A Casa Civil nega o encontro.
Lina prestará depoimento nesta terça-feira, 18, às 9 horas.
Para o presidente, bastaria a secretária apresentar sua agenda para comprovar se houve ou não o encontro.
"Seria tão mais simples e tão mais fácil se a
secretária (Lina) mostrasse a agenda do encontro com a Dilma.
Ela não precisaria gastar dinheiro, pegar um avião. Era
só pegar as duas agendas", disse Lula, ao responder às
perguntas dos jornalistas após o encontro com o presidente do
México.
Lula disse ainda considerar uma pobreza muito grande estar em debate no
País a discussão em torno da ocorrência ou
não do encontro entre a ex-secretária da Receita Federal
e a ministra da Casa Civil.
"Toda vez que se começa a fazer carnaval com coisas que
não dão samba, as coisas vão ficando cada vez mais
desacreditadas na opinião pública", disse o presidente,
que demonstrou desconforto diante da pergunta. Dilma participou da
coletiva.
"Qual a razão dessa secretária dizer que teve o encontro
e não mostrar a agenda?", questionou Lula. "A Dilma já
disse que não tem o encontro na agenda. Eu não sei da
vida das duas e não tenho propensão para mexeriqueiro",
ressaltou o presidente.
Lula destacou que Lina prestou um grande serviço quando chefiou
a Receita Federal, mas disse que quem perde com essa discussão
é o Brasil. "Se as duas se encontraram, é só
mostrar na agenda. E não precisa fazer cenário de crise
entre as duas", concluiu.
Encontro não registrado
Apesar das declarações do presidente Lula de que bastaria
pegar as agendas de Lina Vieira e Dilma Rousseff para comprovar se
houve ou não encontro entre ambas, a ex-secretária da
Receita Federal já havia afirmado, na semana passada, que a
reunião não teria sido registrada em nenhum tipo de
documento.
Segundo Lina, seu encontro foi agendado por Erenice Guerra,
secretária executiva da Casa Civil que teria ido ao
prédio da Receita Federal fazer o convite para a reunião.
A ex-secretária da Receita alega não ter registros deste
encontro e que a única prova é a sua então
funcionária Iraneth Weiler, chefe de gabinete, que viu o momento
em que a subordinada da ministra Dilma Roussef entrou e saiu do
prédio.
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Iraneth Weiler, que segundo
Lina é a única prova da ida de Erenice ao prédio
da Receita Federal, confirmou a versão da ex-secretária
da Receita Federal. Segundo Iraneth, a secretária executiva da
Casa Civil teria entrado por um corredor que dava acesso direto
à sala de Lina. Assim, não teve que passar pela
secretárias e o encontro não foi registrado nas agendas.
Iraneth disse ser comum que "reuniões inesperadas", como aquela,
não sejam documentadas.
Na última quinta-feira, 13, a assessoria da Casa Civil emitiu
uma nota oficial afirmando que Erenice Guerra nunca esteve no gabinete
de trabalho de Lina Vieira, ex-secretária da Receita Federal.
Lula foi informado das afirmações de Lina Vieira no dia
10 de agosto, em Quito, onde estava presente para participar da Unasul.
Em território equatoriano, o presidente disse não
acreditar que Dilma tenha pedido para a ex-secretária da Receita
federal agilizar as investigações sobre Fernando Sarney.
Segundo Lula, tais afirmações seriam fantasiosas.
Convidada a depor na CCJ
A vontade da oposição era convocar Lina Vieira para depor
na CPI da Petrobras. Porém, a base governista, em grande maioria
na comissão, neutralizou todas as possibilidades de que a
ex-secretária da Receita Federal fosse convocada.
Assim, para superar o obstáculo da inferioridade numérica
na CPI, PSDB e DEM se articularam e aproveitaram um descuido da base
governista. Na última quarta-feira, 12, o líder da
Comissão de Constituição e Justiça no
Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO), colocou em
votação requerimento para ouvir a ex-secretária da
Receita Federal. Naquele momento, apenas um senador da base aliada
estava presente, e o convite para Lina esclarecer sua
afirmações a cerca do suposto encontro com a ministra
Dilma Rousseff foi aprovado com folga.
Fonte: Estadão
Data da Publicação: 31/08/2009
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Receita Federal publica mais cinco exonerações; já são 13 afastados
A Receita Federal publicou no "Diário Oficial" da União
desta quinta-feira a exoneração de mais cinco
funcionários do órgão. Ao todo, a Receita exonerou
13 funcionários em quatro dias --foram duas na segunda-feira,
quatro na terça, duas ontem e cinco hoje.
Foi publicada hoje a exoneração de Luiz Sérgio
Fonseca Soares do cargo em comissão de Superintendente da
Receita; de Antonio Leite Silva do cargo em comissão de delegado
do órgão em Juazeiro do Norte (CE); de Nelson
Leitão Paes do cargo em comissão de coordenador-geral de
Processos Estratégicos; de Rogério Geremia do cargo em
comissão de coordenador-geral de Fiscalização; e
de Maria Fátima Gondim Bezerra Farias do cargo em
comissão de coordenador-geral de Cooperação Fiscal
e Integração.
Após exoneração coletiva, 31 auditores de SP e RS entregam cargos
Fiscalização foi desarticulada com Lina, diz Everardo Maciel
Mantega diz que é "balela" acusação de que Receita não fiscaliza grandes empresas
Base governista consegue impedir convocação de ex-assessora de Lina
Entenda o caso que motivou as demissões na Receita Federal
A Receita ainda publicou hoje a dispensa de Edna Bittar do encargo de
substituto eventual do presidente da Segunda Turma da Delegacia do
órgão em Juiz de Fora (MG) e designar Robson Marcos
Schreider para exercer o encargo.
Já José Guilherme Antunes De Vasconcelos foi exonerado do
cargo em comissão de inspetor-chefe da Alfândega por ter
sido nomeado para o cargo em comissão de superintendente da
Receita na 8ª Região Fiscal.
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Sandro de Vargas Serpa também foi transferido do cargo em
comissão de assessor técnico da Subsecretaria de
Tributação e Contencioso para o cargo de
subsecretário de Tributação e Contencioso.
A Receita ainda transferiu Lourdes Maria Carvalho Tavares do mandato de
julgador na Quinta Turma para a Terceira Turma da Delegacia do
órgão em Belém (PA); e Jan Carlos Cerqueira
Bezerra do mandato de julgador na Segunda Turma para a Quinta Turma da
Delegacia em Belém (PA).
O órgão também designou Maria Aparecida de Sousa
Gomes da Silva para exercer a função gratificada de chefe
da seção de Capacitação e Desenvolvimento
da Subsecretaria de Aduana e Relações Internacionais.
Bronca
Segundo reportagem publicada hoje pela Folha, o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva deu uma bronca ontem no ministro da
Fazenda, Guido Mantega, responsabilizando-o pela rebelião na
Receita.
Ele determinou que retomasse o controle do órgão
rapidamente e evitasse "bate-boca" com a ex-secretária Lina
Vieira. O presidente disse a Mantega que ele errou ao demitir Lina sem
ter um nome para substituí-la de imediato.
Após a exoneração coletiva na cúpula da
Receita Federal, mais 31 auditores fiscais de São Paulo e do Rio
Grande do Sul entregaram os cargos. Os números foram confirmados
ontem pelo presidente da Unafisco (Sindicato Nacional dos
Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil), Pedro Delarue. Foram
sete servidores da 10ª Região Fiscal (Rio Grande do Sul) e
mais 24 na 8ª Região Fiscal (São Paulo).
Estes 31 funcionários fazem parte das 60 pessoas em postos de
chefia, distribuídas em 5 das 10 superintendências
regionais, que avisaram seus superiores que deixarão suas
funções. Segundo a Folha, entre os demissionários
de São Paulo está Clair Hickman, responsável pela
fiscalização do setor bancário no Estado, maior
praça financeira do país.
Delarue afirmou que o fato é normal quando há uma
mudança na chefia da Receita --a ex-secretária Lina Maria
Vieira saiu do cargo no mês passado, sendo substituída por
Otacílio Cartaxo.
Porém, segundo ele, o ritmo está sendo maior do que o
normal. "Está sendo mais rápido. O normal, nestes casos,
é que vá mudando aos poucos", disse.
Para Delarue, a missão agora é que as
substituições sejam feitas rapidamente, sob o risco de o
trabalho de fiscalização ser prejudicado. "É
importante saber que aqueles que disponibilizaram os cargos ficam neles
até serem substituídos", disse. "Mas tem que ter
agilidade, para não haver dúvidas. Se demorar para
substituir, é normal que os subordinados fiquem preocupados com
o estilo do novo chefe, e isso vai fazendo a produtividade diminuir",
alertou.
Demissionários
O principal motivo do pedido de desligamento citado pelos
demissionários em São Paulo é a provável
mudança de foco na fiscalização.
Na avaliação dos servidores, a Receita não vai
mais priorizar a fiscalização dos grandes contribuintes,
mas sim será feita, nas palavras desses funcionários do
fisco, sob "recibos médicos". Isso quer dizer que a Receita pode
voltar a mirar pequenos contribuintes, trabalhadores assalariados e
profissionais liberais.
Ontem, em entrevista coletiva, Mantega disse que a
fiscalização da Receita Federal funciona normalmente em
todo o país, apesar das exonerações e pedidos de
demissões. Ele chamou de "balela" a acusação de
que a Receita não fiscaliza grandes empresas.
"É uma balela dizer que não estamos fiscalizando os
grandes contribuintes. Há mais de dez anos existe um programa de
fiscalização, que foi reforçado no meu comando",
afirmou Mantega.
Demissões
Na segunda-feira, 12 integrantes da cúpula do fisco pediram
exoneração, num levante contra o que classificam de
ingerência política no órgão patrocinada
pelo ministro Guido Mantega (Fazenda) e pelo Planalto.
Todos eles foram nomeados por Lina Vieira, demitida em julho. Um
mês após deixar o cargo, Lina confirmou à Folha que
foi chamada no Planalto por Dilma Rousseff (Casa Civil), no final do
ano passado, para uma reunião a sós, quando a ministra
teria lhe pedido para acelerar as investigações do fisco
sobre a família do senador José Sarney (PMDB-AP).
Os 12 funcionários da cúpula pediram demissão
depois que dois assessores ligados a Lina Vieira foram exonerados:
Alberto Amadei Neto e Iraneth Maria Dias Weiler. As
exonerações foram publicadas na segunda-feira, no
"Diário Oficial" da União.
Mudanças
O secretário do órgão, Otacílio Cartaxo,
negou anteontem que haja motivação política nas
mudanças. "A Receita Federal é um órgão de
Estado altamente profissionalizado, eminentemente técnico e
infenso a ingerências política", disse.
"Todas as substituições têm caráter
técnico. Sempre que há uma mudança no comando, o
novo secretário tem autonomia para fazer as
substituições necessárias."
O secretário afirmou também que será mantida a
política de fiscalização de grandes contribuintes,
que será ampliada e não sofrerá nenhum tipo de
interferência política.
Fonte: Folha online
Data da Publicação: 27/08/2009 |
Receita continua expurgo de servidores
Segundo Cartaxo, objetivo é dar ao órgão ?perfil técnico e arrecadador?
O secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo,
avançou ontem na tarefa de trocar os ocupantes dos postos-chave
da casa. Segundo ele, o objetivo é pôr nos cargos
funcionários de "perfil técnico e arrecadador" e
recuperar a eficiência das administrações
anteriores à de Lina Vieira. "Estamos no meio de um tiroteio",
afirmou o secretário, que está sob pressão para
aumentar a arrecadação..
Foram formalizadas as exonerações de mais seis
funcionários: o subsecretário de Gestão
Corporativa, Odilon Neves, o coordenador-geral de Estudos,
Previsão e Análise da Receita Federal, Marcelo Lettieri
Siqueira, além dos superintendentes da 4ª Região
Fiscal (Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte),
Altamir Dias de Sousa; da 6ª Região Fiscal (Minas Gerais),
Eugênio Celso Gonçalves; da 8ª Região Fiscal
(São Paulo), Luiz Sérgio Fonseca Soares, e da 10ª
Região Fiscal (Rio Grande do Sul), Dão Real Pereira dos
Santos.
Os quatro superintendentes, além de Lettieri, haviam assinado a
carta de pedido de demissão conjunta entregue anteontem a
Cartaxo. Outro signatário da carta, Luís Gonzaga Medeiros
Nóbrega, superintendente da 3ª Região Fiscal
(Ceará, Piauí e Maranhão), está em
situação "pendente", segundo informou Cartaxo. As
exonerações não pararão por aí.
Estão na lista os demais signatários da carta de
demissão (restam seis), além de outros
funcionários tidos como de perfil político, segundo
apurou a reportagem.
Em nota, Lina Vieira voltou a protestar contra as mudanças, que
classificou como um "perigoso recuo no processo de fortalecimento das
instituições de Estado no Brasil".
Quatro dos afastados já têm substituto. A
superintendência de Minas será comandada por Hermano Lemos
de Avellar Machado, ex-delegado da Receita em Belo Horizonte e, mais
recentemente, chefe da divisão de Fiscalização no
Estado. Para São Paulo, foi escolhido o ex-inspetor da
alfândega do Porto de Santos José Guilherme Antunes
Vasconcelos. No Rio Grande do Sul, assume o ex-delegado de
Florianópolis Paulo Renato Silva da Paz. Odilon Neves
será substituído por Leonardo José Schettino, que
foi diretor de Atendimento do Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS).
Cartaxo tem encontrado dificuldades para preencher os cargos, porque
foi orientado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, a escolher nomes
"técnicos" e com perfil "arrecadador", mas que não sejam
identificados explicitamente com a gestão anterior de Jorge
Rachid. O ministro não quer que a composição da
nova equipe seja vista como o reconhecimento de que demitir Rachid
teria sido um erro. Por outro lado, Mantega determinou o afastamento de
todos os servidores que tentaram influenciar na escolha do sucessor de
Lina, agravando a crise institucional na qual o órgão
está mergulhado.
A maior dificuldade é na escolha do substituto de Henrique Jorge
de Freitas, subsecretário encarregado da área de
fiscalização - apontada como a mais sensível para
recuperar a arrecadação e aumentar a cobrança dos
débitos em aberto das empresas.
Fonte: Estadão
Data da Publicação: 26/08/2009 |

DEM quer ouvir servidores exonerados da Receita
O líder do DEM, José Agripino Maia (RN), discutirá
hoje com a bancada do partido a possibilidade de convidar a prestarem
depoimento no Senado alguns dos servidores que foram exonerados de
cargos de chefia da Receita Federal ou que pediram para sair. Agripino
Maia afirma que os servidores podem dar informações sobre
"uso político" da Receita Federal. Os senadores do DEM se
reunirão na hora do almoço no gabinete da
Liderança da legenda.
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Ontem, 12 integrantes da cúpula da Receita pediram
exoneração coletiva. A exoneração de quatro
dos 12 que assinaram carta de demissão foi publicada hoje no
Diário Oficial da União. No texto encaminhado ao
secretário Otacílio Cartaxo, os demissionários,
ligados ao grupo da ex-secretária Lina Vieira, condenam o que
chamam de "clara ruptura com a orientação e as diretrizes
que pautavam a gestão anterior".
O líder do DEM discutirá com os correligionários
sobre o melhor foro para convocar os demissionários - CCJ,
Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) ou Comissão
de Fiscalização e Controle (CMA). Na CCJ, o presidente
é o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que, como
oposicionista, poderia colaborar para aprovar os convites.
Porém, nas outras duas comissões os presidentes
são da base aliada e poderiam atrapalhar os planos da
oposição. Os senadores do DEM analisarão
também quais os servidores que melhor poderiam esclarecer o
assunto, para evitar que todos sejam chamados ao Senado.
Duas demissões foram publicadas ontem no Diário Oficial.
Eles são integrantes do grupo de Lina que participaram da guerra
de versões entre a ex-secretária e a ministra-chefe da
Casa Civil, Dilma Rousseff, sobre uma reunião na qual a
então chefe da Receita teria recebido pedido para apressar a
conclusão do processo de fiscalização do
empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado,
José Sarney (PMDB-AP). A ministra nega a reunião e o
pedido.
Foi exonerada Iraneth Maria Weiler, que afirmou, em entrevista, que a
secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, havia se
encontrado com Lina no gabinete da Receita Federal para agendar o
encontro com Dilma. Também perdeu o cargo de confiança
Alberto Amadei Neto, assessor especial do gabinete da Receita que
assessorou Lina durante seu depoimento na Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) do Senado sobre a
suposta reunião com Dilma.
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Receita exonera ex-assessores diretos de Lina Vieira
O Diário Oficial da União publica ensta segunda-feira
(24/8) as exonerações de Alberto Amadei e de Iraneth
Maria Dias Weiler de funções de confiança na
Receita Federal do Brasil. O primeiro era assessor especial da
ex-secretária Lina Vieira e Iraneth Maria Dias Weiler exercia a
função de chefe de gabinete da ex-secretária.
A Receita Federal não informou o motivo das
exonerações, mas o Ministério da Fazenda
considerou normal as mudanças realizadas pelo novo
secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, que
indicará novos nomes de confiança para a sua equipe.
Na semana passada, Lina Vieira afirmou ao depor na Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) que no final do ano
passado esteve com a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef.
Saiba mais...
Imagens de câmeras de segurança não poderão
comprovar visita de Lina Vieira à Dilma Rousseff Lina prevaricou
ou mentiu sobre encontro Lina Vieira diz que não foi cobrada
pela ministra Dilma
Ela não soube informar a data nem a hora do encontro que afirma
ter tido com a ministra. A ex-secretária também informou
que não registrou o encontro na agenda de trabalho nem em sua
agenda pessoal.
A segurança do Palácio do Planalto informou que
não tem mais as imagens das câmeras de segurança
que registram o fluxo de entrada e saída da garagem nos meses de
janeiro de 2009 e dezembro de 2008 – ocasião em que a
ex-secretaria da afirma ter tido encontro informal com Dilma Rousseff.
Segundo nota divulgada no sábado pelo Gabinete de
Segurança Institucional da Presidência da República
(GSI), o período médio de armazenamento das imagens das
câmeras de segurança do Planalto é de 30 dias.
De acordo com a nota, também não é possível
confirmar se Lina esteve no Planalto a partir da
identificação da placa do carro oficial que a teria
conduzido, pois os veículos que transportam autoridades,
após reconhecidos, não têm suas placas anotadas |
Lina confirma à CCJ encontro mas nega pressão de Dilma
A ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira confirmou,
em depoimento à CCJ do Senado nesta terça-feira, que se
reuniu no fim do ano passado com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil)
e ouviu dela um pedido para "que agilizasse a
fiscalização" do filho do presidente do Senado,
José Sarney.
Lina disse não ter se sentido pressionada, mas considerou o pedido da ministra "descabido".
"Ela (Dilma) me pediu que agilizasse a fiscalização do
filho do Sarney. Na minha agenda isso não constou nem da agenda
da ministra, mas eu não preciso de agenda para falar a verdade",
disse, em referência à declaração feita na
véspera pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que
deveria apresentar provas do encontro.
Questionada por senadores na Comissão de
Constituição e Justiça se havia se sentido
pressionada por Dilma, Lina negou: "Não senti no pedido da
ministra qualquer pressão".
"Não tomei nenhuma providência em relação ao
pedido da ministra", acrescentou, lembrando ainda que havia uma demanda
da Justiça no mesmo sentido. "Não dei nenhum retorno, e
também não fui cobrada."
Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Lina havia dito que entendera
o pedido de agilização nas investigações
como uma sugestão de encerramento das mesmas.
DISPUTA POLÍTICA
O depoimento da ex-secretária da Receita foi marcado pela
disputa política entre governo e oposição. Sarney
é considerado um aliado estratégico do governo no
Congresso e na construção da candidatura de Dilma
à Presidência da República.
PSDB e DEM acusaram a ministra da Casa Civil de tentar interferir nos
trabalhos da Receita. Para a oposição, Dilma tentou
beneficiar a família do presidente do Senado.
"É claro e evidente que se tratou de uma tentativa de do uso do
poder para a quebra da impessoalidade do serviço
público", criticou o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).
A ex-secretária da Receita concordou: "Entendi a ingerência no caso desnecessária e descabida".
Segundo ela, a Receita deve ser vista como uma
instituição de Estado. "Não estamos ali para
atender o governo A, B ou C."
Em resposta, os governistas tentaram desqualificar e intimidar a
ex-secretária da Receita. Disseram que Lina não
apresentou nenhuma prova de que a reunião realmente ocorreu, e
destacaram o fato de ela não saber nem a data do suposto
encontro.
Além disso, afirmaram que, se a versão de Lina fosse
verdadeira, a ex-secretária da Receita teria cometido o crime de
prevaricação, pois não teria denunciado a atitude
da ministra nem reportado o episódio a um superior.
"Ou a senhora prevaricou ou não está falando a verdade",
sublinhou o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP).
DEMISSÃO
Lina afirmou não saber a causa de sua demissão, ocorrida
em julho, e classificou de "mito" a versão de que sua
saída fora motivada pela queda da arrecadação.
"Comparar a arrecadação de 2009 com a de 2008, um ano de
bonança, é quase patético", disparou, destacando
que em 10 dos 11 meses em que esteve à frente do
órgão os efeitos da crise financeira global impactaram
negativamente sobre o recolhimento de impostos e tributos.
A ex-secretária negou-se a comentar a investigação
da Receita sobre supostas irregularidades contábeis que teriam
sido praticadas pela Petrobras, o que, para alguns, também
poderia ter motivado sua saída da Receita. Ela disse, no
entanto, que em sua gestão a Receita Federal reforçou a
fiscalização de grandes empresas.
"Tiramos o foco dos velhinhos, dos aposentados e dos assalariados."
|
Por Reuters, reuters.com,
Data da Publicação: 18/08/2009

Lula critica ida de Lina Vieira a comissão do Senado
Para presidente, bastaria ex-secretária apresentar agenda para comprovar se teve -ou não- encontro com Dilma
SÃO PAULO - Em coletiva de imprensa ao lado do presidente do
México, Felipe Calderón, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva criticou nesta segunda-feira, 17, a ida da
ex-secretária da Fazenda Lina Vieira à Comissão de
Constituição e Justiça do Senado.
Lina foi convidada pela CCJ depois de declarar, na semana passada, ter
sido pressionada, antes de deixar o comando da Receita, pela
ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a "agilizar" as
investigações que o órgão conduzia sobre as
movimentações financeiras de empresas ligadas à
família Sarney. A Casa Civil nega o encontro.
Lina prestará depoimento nesta terça-feira, 18, às 9 horas.
Para o presidente, bastaria a secretária apresentar sua agenda para comprovar se houve ou não o encontro.
"Seria tão mais simples e tão mais fácil se a
secretária (Lina) mostrasse a agenda do encontro com a Dilma.
Ela não precisaria gastar dinheiro, pegar um avião. Era
só pegar as duas agendas", disse Lula, ao responder às
perguntas dos jornalistas após o encontro com o presidente do
México.
Lula disse ainda considerar uma pobreza muito grande estar em debate no
País a discussão em torno da ocorrência ou
não do encontro entre a ex-secretária da Receita Federal
e a ministra da Casa Civil.
"Toda vez que se começa a fazer carnaval com coisas que
não dão samba, as coisas vão ficando cada vez mais
desacreditadas na opinião pública", disse o presidente,
que demonstrou desconforto diante da pergunta. Dilma participou da
coletiva.
"Qual a razão dessa secretária dizer que teve o encontro
e não mostrar a agenda?", questionou Lula. "A Dilma já
disse que não tem o encontro na agenda. Eu não sei da
vida das duas e não tenho propensão para mexeriqueiro",
ressaltou o presidente.
Lula destacou que Lina prestou um grande serviço quando chefiou
a Receita Federal, mas disse que quem perde com essa discussão
é o Brasil. "Se as duas se encontraram, é só
mostrar na agenda. E não precisa fazer cenário de crise
entre as duas", concluiu.
Encontro não registrado
Apesar das declarações do presidente Lula de que bastaria
pegar as agendas de Lina Vieira e Dilma Rousseff para comprovar se
houve ou não encontro entre ambas, a ex-secretária da
Receita Federal já havia afirmado, na semana passada, que a
reunião não teria sido registrada em nenhum tipo de
documento.
Segundo Lina, seu encontro foi agendado por Erenice Guerra,
secretária executiva da Casa Civil que teria ido ao
prédio da Receita Federal fazer o convite para a reunião.
A ex-secretária da Receita alega não ter registros deste
encontro e que a única prova é a sua então
funcionária Iraneth Weiler, chefe de gabinete, que viu o momento
em que a subordinada da ministra Dilma Roussef entrou e saiu do
prédio.
Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Iraneth Weiler, que segundo
Lina é a única prova da ida de Erenice ao prédio
da Receita Federal, confirmou a versão da ex-secretária
da Receita Federal. Segundo Iraneth, a secretária executiva da
Casa Civil teria entrado por um corredor que dava acesso direto
à sala de Lina. Assim, não teve que passar pela
secretárias e o encontro não foi registrado nas agendas.
Iraneth disse ser comum que "reuniões inesperadas", como aquela,
não sejam documentadas.
Na última quinta-feira, 13, a assessoria da Casa Civil emitiu
uma nota oficial afirmando que Erenice Guerra nunca esteve no gabinete
de trabalho de Lina Vieira, ex-secretária da Receita Federal.
Lula foi informado das afirmações de Lina Vieira no dia
10 de agosto, em Quito, onde estava presente para participar da Unasul.
Em território equatoriano, o presidente disse não
acreditar que Dilma tenha pedido para a ex-secretária da Receita
federal agilizar as investigações sobre Fernando Sarney.
Segundo Lula, tais afirmações seriam fantasiosas.
Convidada a depor na CCJ
A vontade da oposição era convocar Lina Vieira para depor
na CPI da Petrobras. Porém, a base governista, em grande maioria
na comissão, neutralizou todas as possibilidades de que a
ex-secretária da Receita Federal fosse convocada.
Assim, para superar o obstáculo da inferioridade numérica
na CPI, PSDB e DEM se articularam e aproveitaram um descuido da base
governista. Na última quarta-feira, 12, o líder da
Comissão de Constituição e Justiça no
Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO), colocou em
votação requerimento para ouvir a ex-secretária da
Receita Federal. Naquele momento, apenas um senador da base aliada
estava presente, e o convite para Lina esclarecer sua
afirmações a cerca do suposto encontro com a ministra
Dilma Rousseff foi aprovado com folga.
Data da Publicação: 17/08/09
Fonte: Agência Estado |
Otacilio Cartaxo, é o secretário da Receita Federal
Otacílio Cartaxo foi confirmado como o novo secretário da
Receita Federal. Ele já ocupava o cargo interinamente desde
meados de julho, quando o Ministério da Fazenda oficializou a
demissão da então secretária Lina Maria Vieira.
O Correio ouviu de fontes no Fisco que Otacílio era o nome que
menos enfrentava rejeição na casa, dividida entre os
apoiadores do ex-secretário Jorge Rachid (que este mês
embarca para Washington para assumir o cargo de adido
tributário), Lina Maria Vieira e os auditores
previdenciaários, que recentemente foram incorporados à
nova Superreceita.
Cartaxo era o nome com menos rejeição para assumir o Fisco
Otacílio venceu a disputa com pelos menos três nomes de
peso: o presidente do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS),
Waldir Simão, o presidente do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (IPEA), Marcio Porchman, e o atual presidente
do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Carlos Alberto
Barreto.
A definição do nome para chefiar o Fisco saiu poucas
horas depois de encerrada as votações para o Sindfisco,
sindicato que uniu os auditores da Fenafisp e da Unafisco. "Com
certeza, será anunciado nesta quinta-feira (o novo nome)", havia
dito ao Correio uma fonte da Receita ainda no início da tarde.
Estratégia
Fontes ligadas à Fazenda acreditam que a permanência do
interino no cargo é a melhor estratégia para acalmar os
ânimos na Receita, que andavam muito exaltados nos últimos
meses.
Uma possibilidade é que Cartaxo tenha sido escolhido para dar
continuidade ao trabalho do secretário executivo do
Ministério da Fazenda, Nelson Machado. "É ele quem
realmente vinha mandando na Receita desde março", disse uma
fonte.
A Receita Federal deve emitir um comunicado à imprensa a
qualquer momento anunciando a efetivação de Otacilio
Cartaxo.
Deco Bancillon
Ricardo Allan
Publicação: 13/08/2009 20:00
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A Idade de Ser Feliz
Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-las
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo, nem culpa de sentir prazer.
Fase dourada em que a gente pode criar
e recriar a vida,
a nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor.
Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo o desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.
Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa.
PARABÉNS WLAMIR
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'É a minha palavra contra a de Dilma', diz Lina Vieira
Apesar das negativas do
governo, a ex-secretária da Receita Federal Lina Maria Vieira
insiste em que esteve reunida com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma
Rousseff, quando teria recebido o pedido para "agilizar" as
investigações envolvendo Fernando Sarney, filho do
presidente do Senado. De sua casa em Natal (RN), Lina disse ao jornal O
Estado de S. Paulo que não tem provas concretas de seu encontro
com a ministra no final do ano passado. "O que eu tenho é a
minha palavra contra a dela", disse. A ex-chefe do Fisco afirmou que
ninguém do governo a procurou depois de suas
declarações. Ela disse ainda que não sabe se
poderá ser alvo de represálias.
Lina, que tratou do assunto inicialmente em entrevista concedida ao
jornal Folha de S.Paulo, deixou claro que está disposta a depor
na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras,
mas a bancada governista no Senado acredita ter neutralizado todas as
chances de a oposição conseguir convocá-la.
Ontem, durante depoimento do secretário interino da Receita,
Otacílio Cartaxo, à CPI, a bancada governista
rechaçou todas as ponderações feitas pela
oposição para que Lina fosse ouvida. A própria
oposição admite que provavelmente será derrotada e
tentará convocar a ex-secretária da Receita Federal em um
outro fórum de discussão, a Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. Os
governistas, porém, avaliam que isso não terá o
mesmo impacto de um depoimento de Lina dentro de uma CPI. As
informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Agência Estado
Data da Publicação: 12/08/2009
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Comissão rejeita medida que cria vale-transporte do desempregado
SÃO PAULO - Sob a
justificativa de que o seguro-desemprego já tem a
função de cobrir todos os gastos do trabalhador
desempregado, a Comissão de Trabalho, de
Administração e Serviço Público, da
Câmara dos Deputados, rejeitou a proposta que prevê a
criação do vale-transporte desempregado, na última
quarta-feira (5).
"O valor do seguro-desemprego já deve ser suficiente para as
despesas com transporte do trabalhador na procura de emprego", afirma o
relator do projeto na comissão, deputado Luiz Carlos Busato
(PTB-RS), de acordo com a Agência Câmara. "A
solução está no aumento do valor das parcelas do
seguro ou na ampliação do número de parcelas",
propõe.
O Projeto de Lei 298/03, do deputado Affonso Camargo (PSDB-PR),
não foi o único reprovado pela Comissão sob essa
justificativa. Medida semelhante (PL 2.651/03), do deputado
Clóvis Fleury (DEM-MA), também foi rejeitada. A proposta
previa que o Programa Seguro-Desemprego custeasse o vale-transporte
para o desempregado.
Com a rejeição, a proposta de Camargo será
arquivada. No entanto, se houver recurso, segue para
votação em Plenário.
Proposta já está prevista pelo Codefat
A medida do deputado Camargo prevê que o novo vale seria em forma
de tíquete e poderia ser usado pelo desempregado em transporte
coletivo municipal, intermunicipal e até interestadual. No
entanto, segundo Busato, a medida já está prevista na
regulamentação do Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo
de Amparo ao Trabalhador) aprovada em fevereiro.
"Não vemos como a criação de mais uma figura
jurídica, o vale-transporte desempregado, poderia ajudar, ainda
mais no âmbito do Programa Seguro-Desemprego, que já
possui complexa estrutura, exatamente para auxiliar o trabalhador
quando perde o emprego", considera Busato.
De acordo com o relator, o Governo já adotou providências
adequadas para solucionar o problema de transporte do desempregado. Uma
delas é a ampliação do número de parcelas
do seguro-desemprego, aprovada em fevereiro deste ano.
Trabalhadores dos setores mais atingidos pela crise financeira
internacional tiveram o benefício ampliado de cinco para sete
parcelas
Fonte: InfoMoney
Data da Publicação: 10/08/2009
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Quem disse
que por de trás daquela barba
que nos arranha o rosto
não tem um coração moleque
querendo brincar?
Quem disse
que por detrás daquela voz grossa
não tem um menino criativo querendo falar?
Quem foi que falou
que aquelas mãos grandes
não sabem fazer carinho se o filho chorar?
Quem foi que pensou,
que aqueles pés enormes,
não deslizam suaves na calada da noite,
para o sono do filho velar?
Quem é que achou
que no fundo do peito largo e viril
não tem um coração de pudim,
quando o filho amado,
com um sorriso largo se põe a chamar?
Quem foi que determinou
que aquele coroa,
de cabelos brancos não sabe da vida
para querer me ensinar?
Pai, você me escolheu filho, eu te fiz exemplo!
Feliz dia dos pais, meu PAI.
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Alvaro Dias quer que ex-secretária da Receita Federal seja ouvida
Durante discussão da proposta de trabalho do relator da
Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras,
senador Romero Jucá, o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE)
disse considerar ser preciso ajustar a proposta para que sejam ouvidos
também aqueles que não tenham apenas a versão
oficial dos fatos. A mesma posição foi defendida por
Alvaro Dias (PSDB-PR). Segundo o senador, é preciso convidar
também a ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira,
conforme está proposto em requerimentos apresentados à
CPI pelo próprio senador e por Antonio Carlos Júnior
(DEM-BA). Jucá propôs a rejeição desses
requerimentos. A secretária foi demitida no último dia 17.
Alvaro Dias disse também não entender o porquê da
rejeição de requerimentos que pedem a
prestação de contas ao Ministério da Cultura sobre
patrocínio à Fundação Sarney.
- Queremos saber se os recursos foram adequadamente aplicados,
justificou o senador, defendendo uma investigação honesta
pela CPI.
Jucá disse estar propondo um apanhado institucional do
funcionamento da Petrobras para que se tenha a visão do todo e,
a partir daí, pontuar os erros e buscar corrigi-los.
- Não é verdade que estamos procurando trazer apenas quem
vai defender a companhia. Estamos trazendo o TCU, a CGU, a
Polícia Federal para que se tenha uma visão
sistêmica - justificou Jucá. Ele disse que Lina Vieira
poderá até ser chamada se for constado que houve multa
à Petrobras por parte da Receita Federal. O relator
também disse que, se for necessário, poderá
solicitar informações sobre a Fundação
José Sarney.
Fonte: Agência Senado
Data da publicação: 07/08/2009
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Câmara aprova MP que trata do crédito-prêmio do IPI
BRASÍLIA - Os exportadores venceram uma batalha ontem na
Câmara dos Deputados, com a aprovação, por 206
votos a favor e 162 contra, da Medida Provisória 460. Ela trata
da tributação das construtoras participantes do programa
?Minha Casa, Minha Vida?, mas trouxe de ?carona? vários artigos
regulando um acordo entre governo e exportadores em torno do
crédito-prêmio do Imposto sobre Produtos Industrializados
(IPI).
Trata-se de um incentivo fiscal criado nos anos 1960 para estimular o
comércio exterior, cuja extinção ou não
está sub judice - em discussão no Judiciário.
É um dos maiores ?esqueletos? fiscais do momento. O acordo,
porém, ainda não é líquido e certo,
já que o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda vai julgar a
questão a partir do próximo dia 12.
A iminência do julgamento fez com que o líder do governo,
Henrique Fontana (PT-RS), se posicionasse contra o acordo com os
exportadores. Ele alertou para riscos de problemas com a
Justiça. Deixando clara a divisão na base do governo, o
líder do PT na Câmara, Cândido Vacarezza (SP)
encaminhou voto a favor do acordo.
O temor de Fontana é compartilhado por integrantes do governo.
?Imagina se a gente fecha o acordo e depois a Justiça nos
dá ganho de causa?, comentou um integrante da equipe
econômica. ?Vai ser um escândalo.? Essa
preocupação pode levar o presidente Lula a vetar, em todo
ou em parte, os artigos que contêm o acordo. As
informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Receita busca fora sucessor de Lina
Em reunião com Guido Mantega, superintendentes sugeriram Paulo Nogueira Batista Júnior e Márcio Pochmann
Apontados como obstáculo à nomeação de um
novo comandante para a Receita Federal, os superintendentes ligados
à ex-secretária Lina Vieira deram uma cartada ousada. Em
conversa com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sugeriram a escolha
de um nome de fora da corporação, sem
ligação com os grupos que hoje disputam a
direção do Fisco e com prestígio dentro e fora do
governo. Falaram em dois nomes: Paulo Nogueira Batista Júnior,
representante do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI) e
Márcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea).
O nome dos dois economistas foi apresentado na semana passada, durante
uma rodada de encontros entre Mantega e três dos dez
superintendentes regionais da Receita. De acordo com relatos sobre os
encontros, que ocorreram separadamente entre o ministro e cada
superintendente, Mantega mostrou surpresa ao ouvir a ideia, escutou
atentamente, mas não manifestou nenhuma opinião.
Procurado por meio de sua assessoria, Mantega não retornou.
"São nomes respeitados, acima dos partidos, de interesses
pessoais ou de grupos internos", afirma Eugênio Celso
Gonçalves, superintendente da Receita em Minas Gerais. Ele foi
um dos três superintendentes que estiveram com Mantega, na semana
passada. Os outros dois foram Dão Pereira dos Santos (RS) e Luiz
Sérgio Fonseca Soares (SP).
Para Marcelo Lettieri, coordenador-geral de Estudos, Previsão e
Análise da Receita Federal, a escolha de Nogueira Batista, de
Pochmann ou de outro nome com a mesma estatura "engrandeceria" a
Receita. "Ajudaria a pensar a tributação dentro de um
projeto econômico de desenvolvimento, que vai além da
arrecadação", diz.
De acordo com ele, os dois economistas não são
neófitos em assuntos tributários. Eles já fizeram
trabalhos na área e defendem teses como justiça fiscal e
o aperto na fiscalização de grandes contribuintes,
bandeiras da gestão de Lina Vieira.
A demissão de Lina Vieira, anunciada no dia 15, transformou a
Receita Federal num endereço de suspeitas e
conspirações destinadas a influenciar na escolha de seu
sucessor. Lina foi dispensada sem que o ministro da Fazenda tivesse
alguém para o seu lugar porque a sua demissão vazou antes
da hora.
O grupo dos ex-secretários Everardo Maciel e Jorge Rachid,
antecessores de Lina, espalhou que ela fora demitida por
incompetência e por deixar a arrecadação de
impostos cair. O pessoal ligado a Lina diz que a chefe caiu porque
focou a fiscalização em grandes grupos econômicos.
De acordo com esse raciocínio, essas ações teriam
incomodado doadores de campanha e empresas com bom trânsito no
governo e a troca de comando teria a intenção de
controlar o Fisco.
O nome de Valdir Simão, presidente do INSS e apresentado como
nome favorito de Mantega para substituir Lina, foi recebido pelo grupo
da ex-secretária como sinal de uma intervenção
política. Alguns superintendentes fizeram chegar ao ministro que
a escolha de Simão poderia desencadear demissões em
cadeia, desestabilizando a Receita.
Por isso, o nome dos dois economistas. "Sempre defendemos a escolha de
funcionários de carreira. Como está difícil, para
acabar com essa transição conturbada, achamos melhor
propor uma alternativa nova", diz Eugênio Gonçalves, o
superintendente de Minas. |
Fonte: Estadão / David Friedlander
Data da Publicação: 04/08/2009
SUBSECRETÁRIO
DE GESTÃO CORPORATIVA DA SRFB COMUNICA QUE A
RETRATAÇÃO DO TERMO DE RETORNO AO INSS PODERÁ SER
SOLICITADA ATÉ O DIA 30 DE OUTUBRO DE 2009
Em comunicado encaminhado aos servidores, o Subsecretário de
Gestão Corporativa da SRFB Odilon Neves Jr informo que o
eventual exercício do DIREITO à retratação
de Termo de Opção de Retorno ao INSS anteriormente
apresentado deve ser feito até, no máximo, no dia
útil imediatamente anterior ao dia 31/10/2009; ou seja, dia 30
de outubro.
A UNASLAF salienta que considerou equivocada a afirmação
do gestor de que o motivo da prorrogação do prazo para o
retorno tem como finalidade assegurar o funcionamento da SRFB
até que tenham sido nomeados e capacitados para o
serviço os Auxiliares Técnicos Administrativos (ATA),
recentemente aprovados em concurso.
Destacamos que as atribuições dos servidores devem estar
previstas em lei, e que a Constituição Federal determina
que a administração tributária deve ser
desenvolvida por servidores de Carreira específica e que essa
Carreira é a Carreira Auditoria da Receita Federal do Brasil,
não havendo portanto qualquer possibilidade de não se
cumprir essa determinação constitucional. Insistir em
alternativas equivocadas e paliativas é desconsiderar não
apenas as normas legais vigentes em nosso país como as recentes
decisões do Tribunal de Contas da União que exigiram o
fim do desvio de função na Receita Federal.
Também é importante salientar que diferente do que
está contido no comunicado do Subsecretário não
seria necessário a edição desse decreto para
assegurar o direito de retorno dos optantes, esse direito é uma
conquista da UNASLAF e dos servidores e está prevista em Lei
desde 2007, direito esse reafirmado e assegurado também por
decisões judiciais que amparam os nossos associados.
A UNASLAF continuará trabalhando arduamente pela defesa e
valorização dos servidores redistribuídos sempre
pautada na justiça e na lei.
"Decreto nº 6.919 - Previdenciários
Prezados,
Informo da publicação do Decreto nº 6.919,
prorrogando para 31/10/2009 o prazo de retorno do pessoal
previdenciário ao INSS.
Trata-se de uma medida necessária e oportuna, pelas razões expostas a seguir:
1 - Assegurar o funcionamento das unidades e serviços da RFB
até que tenham sido nomeados e capacitados para o serviço
os Auxiliares Técnicos Administrativos (ATA), recentemente
aprovados em concurso.
2 - Assegurar o DIREITO e a previsibilidade do retorno ao INSS daqueles
que optaram, com a apresentação de termo circunstanciado,
tendo em vista que o DIREITO dos que desejam permanecer na RFB
já está assegurado por Lei, inclusive quanto
percepção das gratificações inerentes
à carreira.
Saliento, como anteriormente comunicado pela Cogep a todas as unidades
e respectivos dirigentes e gestores de pessoas, que o eventual
exercício do DIREITO à retratação de Termo
de Opção de Retorno ao INSS anteriormente apresentado
deve ser feito até, no máximo, no dia útil
imediatamente anterior ao dia 31/10/2009.
Cordialmente.
ODILON NEVES JR
Subsecretário de Gestão Corporativa
Secretaria da Receita Federal do Brasil
Ministério da Fazenda"
Data da Publicação: 04/08/2009
Fonte: UNASLAF |
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Sarney pode renunciar e governo já procura possível substituto
BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da
Silva já recebeu diversos recados de que José Sarney, um
de seus principais aliados, pode renunciar ao comando do Senado por
pressão das denúncias e da família.
A saída de Sarney (PMDB-AP), no entanto, passa por uma
negociação difícil sobre quem será seu
substituto. O governo, interessado em manter a
instituição sob o controle de um senador de sua
confiança, começou a buscar nomes e quer contar com o
apoio do próprio Sarney.
"Não basta o presidente sair para sanar a crise do Senado, mas
também não é possível resolver a crise com
ele na presidência", disse à Reuters o senador Cristovam
Buarque (PDT-DF), constante defensor da saída de Sarney da
presidência.
Uma crise de governabilidade geraria dificuldades à
aprovação de projetos, caso do esperado marco
regulatório da camada pré-sal de petróleo.
"O que nós torcemos é que este momento passe, que as
coisas sejam esclarecidas para que possamos trabalhar. Isso é o
que nós desejamos", disse o ministro José Múcio
Monteiro (Relações Institucionais) nesta segunda-feira
após a reunião de coordenação de governo.
Há ainda outras duas preocupações envolvidas:
garantir o fundamental apoio do PMDB na CPI da Petrobras e construir
uma parceria estratégica com o partido em torno da
pré-candidata petista Dilma Rousseff. As relações
entre PT e PMDB ficaram abaladas durante o atual escândalo.
Somente um aliado pode garantir a governabilidade que o Executivo
deseja, sobretudo no Senado, onde essa maioria é frágil.
Segundo uma fonte palaciana, o ministro das Comunicações,
Hélio Costa, caberia dentro da fórmula considerada ideal
à sucessão: é do PMDB, tem boas
relações com a cúpula do partido, dialoga bem com
a oposição e vai ter de se desincompatibilizar do
ministério em abril para disputar as eleições no
ano que vem.
"É melhor disputar uma eleição como presidente do
Senado do que como ex-ministro", relatou a fonte sob
condição do anonimato.
Assessores de Sarney afirmam que o ex-presidente da República
está firme no cargo, mas, segundo pessoas próximas, ele
vem sofrendo pressões crescentes.
Na semana passada, Roseana, filha do senador --governadora do
Maranhão e ex-líder do governo no Congresso--, conversou
com Lula por telefone e disse que seu pai cogita a saída. Duas
fontes ligadas a Sarney e uma do Executivo confirmaram a conversa.
Sarney é acusado de envolvimento em irregularidades na
administração do Senado; de empregar pessoas ligadas
à família por meio de ato secreto e de desviar recursos
da Petrobras por meio da Fundação José Sarney.
"A partir desta semana é que teremos os desdobramentos,
às vezes que conversei com o presidente Sarney achei que ele
estava com a decisão de enfrentar", afirmou Múcio.
NOVAS ELEIÇÕES
Pelas regras, no caso de renúncia, novas eleições
internas têm de ser convocadas no prazo de cinco dias
úteis.
Já em um afastamento temporário por meio de
licença assumiria o oposicionista Marconi Perillo (PSDB-GO),
primeiro vice-presidente. Foi ele quem, numa manobra regimental e
aproveitando a ausência de Sarney no plenário, autorizou a
criação da CPI da Petrobras.
Para um aliado, o ex-presidente da República está
preocupado com sua biografia e deseja uma saída honrosa. A
hipótese, porém, fica mais difícil a cada dia que
passa.
Se a renúncia se confirmar, um acordo para a sucessão
passa pelo crivo do próprio Sarney e de um entendimento
mínimo entre PMDB e PT, em lados opostos na
eleição da Casa realizada em fevereiro, mas que devem se
unir para evitar uma vitória da oposição.
"A tentativa de preservar o Sarney pode causar mais prejuízos do
que sua saída", afirmou o senador Renato Casagrande (PSB-ES).
Por Natuza Nery e Fernando Exman
Data da Publicação: 03/08/2009 |
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